5 de dezembro de 2017 - 13h24

Goianos contra a Reforma da Previdência e o governo Temer


A mobilização dos trabalhadores goianos integrou uma manifestação nacional, puxada pelas centrais sindicais, contra a votação da reforma no Congresso Nacional, marcada inicialmente para amanhã (06). Mesmo com o anúncio do governo de adiamento da votação e do recuo de algumas centrais sindicais a nível nacional, o Fórum Goiano contra as Reformas manteve o ato e seguiu dialogando com as bases das entidades e com a população em geral.

A manifestação teve início às 9 horas da manhã na Praça do Trabalhador. De lá, seguiu para o Palácio do Comércio, na esquina das avenidas Tocantins e Anhanguera. Ao longo da caminhada, lideranças políticas e dos movimentos sociais, parlamentares e trabalhadores(as) da cidade e do campo discursaram contra a Reforma da Previdência e o governo Temer.
No final da manifestação, um susto: um ônibus da Metrobus furou o bloqueio do trânsito e avançou em alta velocidade contra os(as) manifestantes. Felizmente ninguém se feriu. A organização do ato conseguiu anotar a placa do veículo e fará uma denúncia à empresa. Foi registrado também um boletim de ocorrência na polícia.

O coordenador do Fórum e diretor do SINT-IFESgo, João Pires Jr., afirmou que os movimentos sociais não irão sossegar até que a reforma seja barrada. “O Fórum contra as reformas é uma somatória de várias entidades sindicais de luta e cumpriu mais uma vez a tarefa de colocar o trabalhador na rua para se manifestarem contra essas reformas do governo. Hoje é um dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência e se o governo por isso em votação, nós iremos parar o Brasil. Não vamos perdoar os parlamentares que votarem nessas medidas e vamos intensificar a mobilização. Hoje lutamos aqui na Praça do bandeirante em conjunto com o trabalhador e vamos continuar até que essa medida seja retirada de pauta”, concluiu.

O presidente da CTB-GO, Railton Nascimento, acredita que o governo Temer tem sacrificado os direitos dos trabalhadores(as) em detrimentos dos verdadeiros privilegiados, os grandes banqueiros e empresários. “Esse governo quer funcionar como Robin Hood ao contrário. Quer tirar dos pobres e conceder aos ricos. Ele quer privatizar a previdência social brasileira, que hoje é o maior programa social e de transferência de renda. Estamos aqui para dizer não a reforma e a esse governo ilegítimo de Michel Temer que atenta o trabalhador. Temos que continuar nas ruas porque, se o Governo colocar para votar, nós iremos parar o Brasil”, ressaltou.

A deputada estadual e presidenta do PCdoB em Goiás, Isaura Lemos, esteve presente no ato e, em sua fala, ressaltou a necessidade de resistir aos ataques promovidos contra a aposentadoria dos(as) trabalhadores(as) brasileiros(as). “A previdência social não é deficitária. Isso foi provado em uma CPI realizada no Senado Federal. Não podemos permitir que esse governo ilegítimo acabe com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros(as). Precisamos resistir a mais essa medida draconiana do governo Temer e de uma boa parte do Congresso Nacional”, concluiu.

Da redação local, com informações de SINT-IFESgo



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