Brasil

4 de dezembro de 2017 - 11h17

Manuela: “Os direitos do povo devem ser o centro do projeto do país”


Tácio Moreira/Metropress
   
“Não pode ser debate do medo como muitos setores insistem em fazer. Nosso desafio é debater uma saída para uma crise deste tamanho. Inclusive, com debate sobre parlamentarismo e semiparlamentarismo”, afirmou.

“Me preocupa muito que consigamos debater o futuro. Há um esforço dos setores para que nós discutamos apenas o passado. Parece que têm um retrovisor. A saída que alguns apontam não é saída da crise”, acrescentou.

A deputada gaúcha criticou a agenda de reformas do governo Michel Temer, que classifica como um retrocesso.

“Fazem uma reforma trabalhista com uma possível reforma da Previdência e jogam as mulheres para a miséria. Um país que não coloca o povo no centro do projeto (...) os direitos do povo são o centro do projeto do país”, destacou.

Na entrevista, Manuela resgatou a sua trajetória política que teve início no movimento estudantil no Rio Grande do Sul. “Eu tenho 36 anos e há 20 milito no meu partido. Fico feliz porque consigo me colocar e nossos sonhos permanecem vivos. Comecei a fazer política no movimento estudantil. Fui vice-presidente da UNE e depois fui eleita vereadora de Porto Alegre. Fui deputada federal, fui líder da bancada. Presidi a Comissão de Direitos Humanos”, contou.

Questionada sobre a postura que deve adotar na relação com o Congresso Nacional, se eleita, a candidata afirmou que é possível estabelecer um diálogo entre a presidência, deputados, senadores e a população. “Eu como presidente serei uma artífice da construção de opiniões brasileiras. Há espaço para essa construção no Congresso. Temos que fortalecer o Congresso”, afirmou.

“O que faz as gerações brasileiras se encontrarem é a democracia. 2018 também tem eleição para deputado e deputada, senador. Tenho a expectativa na transformação daquele espaço”, acrescentou.

Ao falar sobre os motivos que levaram seu partido a lançar seu nome como pré-candidata, Manuela enfatizou que “depois do golpe rasgaram o programa de governo e se abriu um ciclo político”.

“Nós do PCdoB achamos que é hora de mostrar saídas. Nós queremos apresentar nossas ideias nesse processo”, completou. Questionada sobre como fica a relação com o PT, legenda que o PCdoB sempre apoiou nos pleitos anteriores, Manuela lembrou: “Em sete eleições estivemos juntos do PT. Governamos juntos. Nós invertemos prioridades, garantimos que mulheres tivessem as chaves de suas casas, acesso do jovem à universidade. Nós somos aqueles que estamos juntos na dificuldade, não só em festas”, afirmou.



Do Portal Vermelho, com informações do Metro1

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