1 de dezembro de 2017 - 17h52

Milhares nas ruas contra censura na educação


No carro de som e nas ruas, as bandeiras e palavras de ordem denunciaram que a chamada “Lei da Mordaça”, já apresentada pelo poder legislativo em diversos municípios, estados e até no Congresso Nacional (veja mapa), não representa uma “neutralidade” no ensino, e sim a adoção de um único discurso – a voz conservadora.

Não vão nos calar

“Não vão nos calar / Escola com mordaça é ditadura militar” entoavam as milhares de vozes, com diferentes sotaques, crenças e gêneros. Referências ao regime autoritário no Brasil (1964-1985) fizeram parte de toda passeata, que ocupou Goiânia da Praça Universitária até a Praça Cívica.
“Somos a geração que ocupou suas escolas e estamos aqui, juntos, demonstrando que a organização dos estudantes não aceitará censura. Queremos reflexão e crítica na escola”, dizia a presidenta da UBES, Camila Lanes, que alternava o microfone com outras lideranças.
As falas ressaltaram também a urgência de prioridade para uma educação pública de qualidade. Para os jovens, medidas federais como congelamento de investimento em educação e uma reforma antidemocrática do ensino médio, são provas de que o governo ilegítimo de Michel Temer não responde às necessidades da área.

O Congresso da UBES segue até este sábado (2), com atividades na Arena Goiânia. Acompanhe ao vivo pela página da UBES no Facebook.

Fonte: Natália Pesciotta - UBES


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