1 de dezembro de 2017 - 17h21

Operação do Gaeco gera crise na saúde pública em Campinas


Sindimed
   
Em ação conjunta com a Polícia Militar, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e seis de prisão em todo o estado. Em Campinas, os agentes foram ao Hospital Municipal Ouro Verde, à Prefeitura e em residências de possíveis envolvidos.

Na casa do funcionário de carreira da Prefeitura, Anésio Corat Júnior – que trabalha como diretor da Secretaria Municipal de Saúde do município – foram encontrados R$ 1,2 milhões. Fernando Vitor Torres Nogueira Franco, ligado à Vitale, foi preso em casa, onde a PM encontrou, e apreendeu uma Ferrari e um BMW, além de documentos. Os demais mandados, foram realizados em Bariri (sede a OS), Mogi das Cruzes, Santa Branca, Ubatuba, Várzea Paulista e na capital paulista.

Os vereadores Gustavo Petta (PCdoB), Pedro Tourinho (PT), Carlão do PT, Mariana Conti (Psol) e Marcelo Silva (PSD) protocolaram um pedido para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os possíveis desvios. Para que a CPI seja instalada são necessárias 11 assinaturas.

Em assembleia realizada na quinta-feira (30), os trabalhadores e médicos do Hospital Ouro Verde deflagraram greve por estarem com salários atrasados e por não terem recebido a primeira parcela do 13° de 2017. Só estão sendo atendidos os casos de urgência e emergência.

O vereador Gustavo Petta reuniu-se com os trabalhadores na manhã de hoje (01). Ele manifestou seu apoio ao movimento e falou sobre o pedido de abertura da CPI, conclamando os trabalhadores a entrarem em contato com os vereadores e pedirem que assinem o pedido de investigação para que a Câmara cumpra o seu papel de fiscalização do Poder Executivo.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito anunciou a exoneração de qualquer funcionário público envolvido, disse que vai colocar a Vitale para fora de Campinas e vai respeitar os direitos dos 1,6 funcionários do hospital. O Diário Oficial de sexta (01) publicou a revogação da nomeação de Anésio e a exoneração do funcionário comissionado Ramon Luciano da Silva - que também está sendo investigado.

A investigação começou após denúncia feita pelo Sindicato dos Médicos de Campinas (Sindimed) e pela delegacia de Campinas do Conselho Regional de Medicina que solicitaram que o MPE verificasse possíveis irregularidades no processo do contrato firmado entre a prefeitura e a Vitale. O Ministério Público estima o prejuízo em R$ 4 milhões e considera que há indícios de que a OS também possa ter praticado ilícitos em outros estados.

O contrato de gestão do Ouro Verde foi assinado em meados de 2017, com validade de cinco anos, e previa um repasse mensal da prefeitura de R$ 10,9 milhões.



Vermelho/SP

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