América Latina

21 de novembro de 2017 - 11h07

No México persistem “desigualdade, injustiça e falta de democracia”

Divulgação
Detalhe do mural "La revolución contra la dictadura porfiriana" de David Alfaro Diqueiros Detalhe do mural "La revolución contra la dictadura porfiriana" de David Alfaro Diqueiros

Para o historiador e investigador do Instituto de Investigações Histórico-Sociais do México, Luis García Ruiz, ao longo dos anos a Revolução Mexicana foi “mitificada” levando a crer que a única origem do movimento fosse a desigualdade social existente no país no final do século 19 e início do século 20.

Ele explica, no entanto que outros fatores contribuíram igualmente para a eclosão da Revolução, entre eles, “a injustiça, a desigualdade, o despojo, a falta de acesso a oportunidades e a falta de democracia”.

A Constituição de 1917 consagrou grandes avanços relacionados à distribuição da terra, divisão do Poder, direitos à Educação, à greve. Mas isto viria a ser posto em xeque logo a frente, já no começo do século 20.

Os direitos dos trabalhadores foram alvo de uma grande ofensiva com a aplicação de políticas neoliberais; o setor da Educação progrediu em direção à mercantilização; o campo foi abandonado pelo Estado e as populações foram deixadas à sua sorte. Fenômenos como a migração, o desemprego, o empobrecimento e a insegurança passaram a fazer parte do cotidiano.

Desigualdade social e concentração da riqueza

Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), afirma que o México constitui um dos casos mais preocupantes de desigualdade social do continente. Dois terços da riqueza do país estão em poder de 10% das famílias, e 1% detém cerca de um terço.

“É fundamental avançar não apenas na superação da pobreza, mas também da concentração extrema da riqueza”, explicou Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da Cepal.


Do Portal Vermelho, com Abril Abril

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