Mundo

14 de novembro de 2017 - 17h38

Trump se encontrou com Putin e acusações contra a Rússia foram pauta

Reuters
   

Na reunião os líderes falaram sobre a Síria, mas logo a conversa foi em direção às investigações sobre a possível interferência russa nas últimas eleições dos EUA, em que Trump venceu da democrata Hillary Clinton. “Ele me disse que não tinha interferido. Perguntei-lhe outra vez; respondeu-me que absolutamente. Ele não fez o que dizem que fez. Cada vez que me vê, ele me diz: ‘Não fiz nada’, e eu realmente acredito seriamente no que diz”, afirmou Trump à imprensa, referindo-se as palavras de Putin. “Considero que tudo o que está relacionado com o chamado dossiê russo nos EUA é a manifestação das lutas internas nesse país. É charlatanismo”, acrescentou o presidente russo.

Contudo, houve uma rápida e contundente reação dos serviços de inteligência e de seus ex-diretores, autores do crucial relatório que acusa Putin de ordenar a campanha difamatória contra Hillary Clinton. Todos repreenderam a fala de Trump. A CIA (Agência Central de Inteligência), o FBI (polícia federal) e a NSA (Agência de Segurança Nacional), sob os auspícios da Direção de Inteligência Nacional, haviam apontado em um relatório excepcional, divulgado em janeiro, que Putin ordenara “a maior operação já conhecida para interferir na vida política dos EUA”. Um gigantesco mecanismo de intoxicação e desinformação que incluiu o ataque aos computadores do Comitê Nacional Democrata e às contas de e-mail do próprio chefe de campanha de Clinton.

A represália fez com que Trump recuasse e se contradissesse. Aproveitou a entrevista coletiva ao lado do presidente vietnamita, Tran Dai Quang, com quem se reuniu no domingo (12) na quinta etapa de sua viagem pela Ásia. “Quanto a eu acreditar ou não [no que diz Putin], estou com nossas agências”, afirmou. Mas acrescentou, acenando ao presidente russo: “É muito óbvio que ele sente de verdade que não se imiscuiu. O que ele acredita é o que ele acredita”.

Segundo o jornal espanhol El País, é provável que o presidente norte-americano tenha recuado por imperativo institucional, mas que não queria briga com a Rússia. “Temos que colaborar com eles para fazer frente a situações como a da Síria, a Coreia do Norte ou o terrorismo. Ficar de bem [com Moscou] é algo bom”, sustentou Trump.


Do Portal Vermelho 

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