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14 de novembro de 2017 - 12h25

Estudantes e professores mantêm luta em defesa da Uerj


TVT
Comunidade acadêmica protestou em Copacabana: "Eles querem, basicamente, inviabilizar o ensino superior, a começar pela Uerj" Comunidade acadêmica protestou em Copacabana: "Eles querem, basicamente, inviabilizar o ensino superior, a começar pela Uerj"
Estudantes e professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) seguem na luta em defesa do ensino superior público e contra o descaso do governo Pezão (PMDB), que não aponta saída para a mais grave crise que enfrenta a instituição. Docentes e funcionários seguem com salários atrasados – inclusive o 13º de 2016 –, e alunos sofrem com suspensão de serviços básicos, como o bandejão, por falta de pagamento.

Os professores acreditam que o sucateamento da Uerj não é problema conjuntural que se limita à crise fiscal do estado, mas um projeto político de desmonte.

Eles realizaram um ato, no último domingo (12), em defesa da universidade, em Copacabana, na zona sul do Rio. Os manifestantes seguiram pela orla de mãos dadas, em um abraço simbólico à universidade.

“A gente vem amargando atraso salarial desde o segundo semestre de 2016. Hoje a gente continua com esse atraso. Estamos com dois salários, mais 13º de 2016, e sem uma perspectiva concreta de quando o governo vai cumprir com a sua obrigação, de pagar os servidores”, diz a professora de Educação Física Amanda Moreira à Adriana Maria para o Seu Jornal, da TVT.

Para o professor de Física Vitor Emanuel Lemes, o descaso com pagamento dos professores representa tentativa de inviabilizar o ensino superior público, e aponta para a privatização. "Obviamente, o governo sabe da situação. É um projeto. Não podem pode dizer que não sabem o que está acontecendo. Dá uma certa tristeza. Eles querem, basicamente, inviabilizar o ensino superior, a começar pela Uerj", diz o professor.

A professora do Instituto de Artes Regina de Paula diz que a Uerj é uma universidade "transformadora", e lembra que foi a instituição de ensino pública a instituir o sistema de cotas para negros e alunos oriundos da rede pública.

Assista à reportagem:




Fonte: Rede Brasil Atual

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