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13 de novembro de 2017 - 16h28

Na China, Trump adotou tom mais suave em busca de acordos comerciais 

Reuters
Xi Jinping e Donald Trump, após a chegada do norte-americano na China  Xi Jinping e Donald Trump, após a chegada do norte-americano na China 

Ainda na quarta-feira (8), Xi Jinping e Peng Liyuan convidaram Trump e Melania para uma visita à Cidade Proibida, na qual o próprio Jinping foi guia, acompanhando o casal.

Os dois principais assuntos eram os esperados: a Coreia Popular e os acordos econômicos entre os dos países. Mas, apesar das várias diferenças, o clima de tranquilidade

A Coreia Popular, como o esperado, foi uma das principais pautas de Trump com Xi, apesar de ter ficado atrás das negociações econômicas. A vontade do norte-americano era que a China cortasse seus laços financeiros com a Coreia Popular, pelo que explicou um responsável da Casa Branca no avião que levou a comitiva presidencial americana de Seul, na Coreia do Sul, para Pequim, citado pela Reuters.

Na mesa de negociações esteve presente também o desequilíbrio da balança comercial entre os dois países, desfavorável para os EUA. Os dois chefes de Estado, americano e chinês, apresentaram visões opostas sobre o comércio mundial. Segundo Trump, seu país reduziu as barreiras alfandegárias e as tarifas, ao passo que outros países não o fizeram, mostrando uam certa insatisfação com as medidas do líder chinês. Contudo, não culpou seu anfitrião, e sim os mandatos dos governos anteriores norte-americanos por não terem atuado para reverter a situação.

Afirmou ainda, segundo o jornal português Publico, que os Estados Unidos estão dispostos a fazer acordos, mas apenas "com base no respeito mútuo e no benefício mútuo”.

Foram assinados acordos no valor de 253,5 bilhões de dólares americanos, assinalando um recorde das relações comerciais entre a China e os EUA, segundo agências chinesas. Apesar das divergências, a cooperação econômica e comercial entre os dois países tem se expandindo de forma sólida, gerando benefícios que tocam ambos os povos. A China se tornou o maior parceiro comercial dos EUA, enquanto os EUA são o segundo maior da China.

Xi afirmou que os laços sino-norte-americanos estão se refletindo no bem-estar de ambos os povos, bem como na paz, a prosperidade e a estabilidade de todo o mundo. “A cooperação é a única escolha possível para o futuro da China e dos EUA” afirmou segundo o Xinhua.

O presidente chinês afirmou ainda que, durante o ano de 2017, as relações dos dois países obtiveram progressos importantes; deu ênfase, ainda, para que a diplomacia continue desempenhando um papel de liderança estratégica no fortalecimento dos laços entre as nações. Alguns dos principais apelos foi a de que ambas as partes continuem a diplomacia, o diálogo e a cooperação nos setores do comércio, legislação e direitos humanos; além disso, a intensificação da coordenação quanto as questões internacionais e regionais, como a Península Coreana e o Afeganistão, também foi pauta, sempre com o objetivo de promover o desenvolvimento das relações diplomáticas.

Vietnã

Apesar do clima ameno e dos elogios direcionados a China no dia anterior, após a promessa de Xi Jinping de que o gigante asiático vai passar a ser mais aberto com as empresas estrangeiras, na sexta-feira (10), já no Vietnã, Trump voltou a endurecer o tom. Disse, na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC)- que os EUA não vão tolerar “abusos comerciais crônicos”. "Tais práticas prejudicam muitas pessoas no nosso país", defendeu. Segundo ele, o livre comércio custou milhões de empregos norte-americanos, e ele está determinado a corrigir o desequilíbrio.

Xi Jinping, por sua vez, fez uma intervenção na conferência da APEC, e defendeu a globalização – uma tendência irreversível, segundo ele –, que deve beneficiar todos os países e todas as classes. "Devemos assumir a globalização econômica, ou devemos fraquejar e ficar parados perante os desafios? Devemos avançar em conjunto com a cooperação regional ou vamos cada um para um lado?" questionou Xi, e completou: "a abertura traz consigo o progresso, a auto-exclusão nos deixará para trás", concluiu. Além disso, o líder chinês insistiu na abertura do mercado às empresas estrangeiras, dizendo que, no seu país, todos os empresários serão tratados igualmente.


* estagiária no Portal Vermelho 

Do Portal Vermelho 

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