7 de novembro de 2017 - 15h59

Artigo - Cem anos da Revolução de Outubro


   
Pela primeira vez na história, os trabalhadores eram os protagonistas da história. Sob a liderança de Lênin, o regime comunista, enfrentando todas as dificuldades imagináveis, venceu os inimigos interno e externos, ficando no poder por mais de 70 anos. Foi uma experiência que provocou enormes transformações em todo o mundo

Em fevereiro de 1917 ocorreu a primeira revolução, a que derrubou o czar, tendo sido implantado um governo provisório burguês. No entanto, como o governo não atendeu as duas principais reivindicações do povo – paz e terra para os camponeses, aconteceu a tomada do poder pelos sovietes, órgãos que representavam os operários, soldados e camponeses. A Revolução de Outubro, imediatamente tomou medidas radicais. As terras dos latifundiários foram entregues aos trabalhadores pobres do campo e assinado um acordo de paz com os alemães, pondo fim a uma guerra que durava desde 1914 e que causara milhões de mortos.

Mas os inimigos internos e externos não permitiram que a paz fosse duradoura. A elite russa uniu suas forças em torno do Exército Branco para derrotar o governo soviético. Ao mesmo tempo, tropas de 14 nações poderosas invadiram a Rússia. A guerra civil durou três anos, mas, aquilo que parecia impossível aconteceu: o Exército Vermelho, formado em sua maioria por voluntários, venceu. A partir daí era necessário fazer avançar a sociedade de novo tipo, sem exploradores.

Em 1924, morreu Lênin, o maior dirigente da revolução, e foi substituído por Stalin. Mesmo com os erros cometidos, pois era uma experiência totalmente inédita na face da terra, aqueles líderes estabeleceram políticas que conseguiram avanços impressionantes em quase todas as áreas. Em 40 anos, um dos países mais atrasados da Europa, se transformou na segunda potência do mundo. O avanço mais impressionante foi na industrialização. Graças à sua enorme capacidade de produção, foi possível criar condições materiais para enfrentar o invasor nazista, na Segunda Guerra Mundial. Os produtos bélicos saíam diretos das fábricas para os campos de batalha, permitindo derrotar o exército mais poderoso do mundo naquele instante. A educação e a ciência também deram avanços excepcionais, conseguindo abolir o analfabetismo e criar o maior estoque de cientistas do planeta. A União Soviética foi o primeiro país a colocar um cosmonauta em órbita.

Mas, tudo na vida está sujeito a acertos e erros. Se os erros não forem corrigidos podem implodir uma experiência vitoriosa. E foi isso o que aconteceu com o caminho socialista na União Soviética. Entre os equívocos, podemos ressaltar a burocratização do Partido Comunista, o que criou dificuldades para as críticas fraternas e a renovação de ideias. No final da década de 80 e início da década de 90 o capitalismo voltou a imperar na terra de Lênin e nos países do Leste Europeu. A partir daí a China foi quem levantou com sucesso a bandeira do socialismo.

A luta pelo socialismo se mostra mais atual do que nunca diante da política expansionista e belicista do imperialismo. A lista das agressões contra países mais fracos é longa nos últimos 25 anos: Iugoslávia, Somália, Afeganistão, Iraque, Líbia, Ucrânia, Síria. A única maneira de conter esta política terrorista dos Estados Unidos é juntar forças em prol do socialismo. Sabemos que esta é uma tendência natural da história mas, para que tal aconteça vai depender das massas, sob a orientação dos partidos que representam a classe operária e os setores oprimidos da sociedade. A Rússia, em 1917, nos ensinou que isto é possível. Portanto, vamos continuar levantando a bandeira da revolução.


Publicado originalmente no Blog ZARCO LIVRE - Trânsito livre para todas as ideias

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