Brasil

28 de setembro de 2017 - 17h52

Tucano analisará denúncia contra Temer na CCJ


Reprodução da Internet
   
Na visão de Pacheco, o tucano reúne condições de fazer um relatório técnico em relação à denúncia. “Ele tem conhecimento jurídico, técnico, independência. É jornalista, advogado, cientista político e tem todas as condições de fazer um trabalho técnico em relação à relatoria dessa denúncia. Temos convicção de que é um nome que preserva a CCJ e que está acima das questões partidárias”, reiterou o presidente da CCJC.

Atrás da fachada da isenção, o nome do tucano pode ser um alívio para Temer. Apesar de não ter votado na CCJC na primeira denúncia, no Plenário, Bonifácio deixou clara sua intenção em proteger o presidente, quando em nome “das instituições e do progresso” votou pelo arquivamento da denúncia por corrupção passiva, em agosto.

Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) não escondeu a felicidade com a escolha. O parlamentar até tentou emplacar uma fala técnica, mas deixou escapar sua real expectativa no final. “Bonifácio tem um saber jurídico muito profundo e fará um relatório sob sua consciência. O governo quer alguém que tenha capacidade técnica para fazer um relatório em cima de uma denúncia que é inócua. Então, precisamos, sim, de alguém que tenha essa respeitabilidade. E um nome como Bonifácio pode convencer alguns colegas do PSDB, principalmente alguns cabeças pretas, da nulidade desta denúncia. Então, nada melhor do que ter alguém do PSDB que vai convencer os seus pares que é importante votar contra a denúncia, porque ela é inócua”, disse.

O parlamentar foi imediatamente questionado se estaria antecipando o voto de Andrada e se limitou a dizer: “Não estou antecipando nada. Eu sou favorável a isso. Lógico que ele vai analisar.”

Já o deputado Chico Alencar (PSol-RJ) vê a indicação de Bonifácio com mais cautela. “Vocês viram que Beto Mansur está bem feliz com este relator, né? Por isso, estamos bem preocupados. Mas na vida, a gente tem sempre a oportunidade de se superar. Então, a gente espera que ele faça um relatório que nos surpreenda”, ironizou.

A CCJC tem o prazo de cinco sessões do Plenário para analisar a denúncia, após o recebimento da Defesa. De acordo com o presidente do colegiado, este prazo só passará a contar depois do recebimento da última defesa. Michel Temer, Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e Moreira Franco, que comanda a Secretaria-Geral da Presidência, têm até 10 sessões do Plenário para apresentarem suas defesas.


 Do PCdoB na Câmara

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