Brasil

25 de setembro de 2017 - 15h45

Irresponsabilidade da ONU: milhares de mortes por cólera no Haiti

   



Era no Vale de Artibonite, região central do Haiti, em meio a vastas planícies ocupadas por plantações de arroz que se localizava a base do Nepal. Contrariando quaisquer regulações internacionais, a ONU não só não se atentou à falta de exames médicos dos militares nepaleses — cujo país passava por um surto de cólera — como protagonizou um show de absurdos que levaria à morte de 9617 haitianos e a outros 812 mil infectados até maio deste ano.

Quando os primeiros doentes começam a aparecer e as mortes a se multiplicarem, uma investigação independente descobre que a bactéria em Artibonite tinha as mesmas características infecciosas daquela presente no Nepal. Posteriormente é constatado que, sem condições sanitárias instaladas, as tropas nepalesas descartavam fezes e urina no rio Mye, usado para irrigar plantações e saciar a sede da população.

Servindo no país como chefe do Escritório da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti no período do início do surto, Ricardo Seitenfus pensava que o maior problema com o qual lidaria naquele ano seriam os efeitos do terremoto de janeiro, responsável pela morte de mais de 300 mil pessoas no início do ano. Estava enganado. A doença se espalhava por todo o país.

O professor avalia ainda que, por conta da incapacidade das vítimas procurarem ajuda médica, os números de mortos podem ser subestimados. "Há estudos epidemiológicos franceses que falam entre 40 e 50 mil mortos", denuncia. Ricardo foi afastado do posto em 2011, depois de conceder uma entrevista ao jornal suíço Le Temps na qual questionava a necessidade da Minustah e as sucessivas falhas da comunidade internacional com a nação caribenha.





Fonte: Sputnik 

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