Brasil

25 de setembro de 2017 - 12h32

A defesa da Eletronorte pública é permanente

Arquivo do Sindicato dos Urbanitários no DF
   

No dia 15, os trabalhadores e trabalhadoras da Eletronorte realizaram, simultaneamente, atos nos estados do Pará, Mato Grosso e Brasília contra a privatização da Eletronorte. A mobilização marcou o início da luta pela manutenção da empresa pública, da continuidade da prestação de serviço nas regiões que ainda não conseguiram universalizar o acesso à energia e, principalmente, a viabilidade da modicidade tarifária.

A luta da categoria eletricitária vai além da garantia do emprego e benefícios no acordo coletivo. As razões são amplas e coletivas, dentre elas: promover a segurança energética, a soberania nacional, assegurar a estabilidade econômica no setor, garantir o uso múltiplo das águas.

Para que a Eletrobras Eletronorte continue a ser um importante instrumento de promoção de política pública e essencial indutora do desenvolvimento econômico e tecnológico, o Sindinorte tem construído uma série de atividades para dialogar com a sociedade e parlamentares com o objetivo de apresentar o quão nefasta será a privatização da estatal.

Na próxima semana, a categoria deverá participar das audiências, assembleias e demais atividades convocadas pelos sindicatos. Somente com o povo nos plenários, atos e assembleias será possível barrar a entrega do nosso patrimônio à iniciativa privada.

Da ameaça à realidade

A sanha privatista amplia a cada dia seus tentáculos. O leilão de quatro usinas hidrelétricas controladas pela Cemig estava suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU) desde julho. Uma semana antes da data prevista para a venda das usinas, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu derrubar a decisão. Caso a medida seja mantida, os ativos da Companhia serão leiloados no próximo dia 27, com chances de ser entregue ao capital estrangeiro.

Na quinta (21), foi anunciada a entrada dos Correios no pacote da privatização. Na lista de estatais que o governo pretende privatizar, estão, além da Eletrobras, a Casa da Moeda, a Infraero e a Petrobras.

*Roberta Quintino é jornalista da Sindicato dos Urbanitários do DF

Veja quem apóia a nossa luta:

“A privatização vai colocar em risco a segurança hídrica de grande parte da população e vai desestimular estudos e projetos para o uso múltiplo da água, o que pode comprometer o futuro de gerações” Senadora Fátima Bezerra (PT-RN), durante audiência pública no Senado, realizada no dia 19 de setembro.

“O projeto privatista dos golpistas perderam quatro vezes nas urnas. Vinha sendo implementado o projeto da inclusão daqueles que haviam sido excluídos do desenvolvimento por não possuírem energia elétrica. Graças ao Luz para Todos, do governo Lula e Dilma, 270 mil domicílios no Pará foram incluídos no sistema, através da Eletronorte” Deputado Carlos Bordalo (PT-PA) em audiência na Assembleia Legislativa do Pará.

“O Brasil carrega as marcas da dor de um apagão, de um racionamento energético que foi o maior do mundo durante o governo FHC como consequência de um processo de privatização. Não coloque o Brasil no balcão de negócios e o venda pra encobrir a incompetência de um governo que é sabujo do rentismo”Deputada Erika Kokay (PT-DF) no lançamento da Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional.

“Pessoas que tem compromissos com o povo brasileiro, com a geração futura vão derrotar, democraticamente, as forças entreguistas e descomprometidas com o projeto nacional brasileiro”. Patrus Ananias (PT-MG) no lançamento da Campanha Energia Não é Mercadoria.

“Nós, governadores do nordeste, tiramos uma posição frontalmente contra essa forma entreguista do governo. Tudo que foi construção do povo brasileiro está sendo desmontado” Wellington Dias, governador do Piauí, durante reunião com o movimento sindical.

“Não demos autorização para venderem o patrimônio nacional” Chico Lopes (PCdoB-CE) no lançamento da Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional.

Calendário de Atividades

26/09 – Audiência Pública na Comissão de Infraestrutura do Senado

Local: Brasília – Senado, às 9 horas

26/09 – Audiência Pública na Comissão de Minas e Energia com a presença do Ministro Fernando Bezerra

Local: Brasília – Câmara dos Deputados, às 14 horas.

27/09 – Audiência Pública em defesa da Eletronorte na Assembleia Legislativa do Maranhão

Local: São Luís, 15 horas

03/10 – Greve Geral – Ato nacional em defesa da soberania nacional

Local: Rio de Janeiro

DEFENDER A ELETRONORTE É DEFENDER A AMAZÔNIA



Fonte: Stiu-DF

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