Movimentos

12 de setembro de 2017 - 16h10

Ocupação do MTST em São Bernardo mostra força da luta por moradia

MTST
   

“Parece um formigueiro. São crianças, mulheres, idosos, trabalhadores formais e informais, desempregadas, desempregados (...) que resolveram teimar, enfrentar o sistema e construir o sonho de ter um lugar para morar com as próprias mãos. Ameaçados algumas vezes de reintegração, resistem e crescem, em um território histórico para a construção da luta por direitos”.

Esse é um trecho da declaração do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no Facebook, que demonstra a esperança do povo na luta por um país mais democrático e com menos desigualdade social. A luta começou há 10 dias na região metropolitana de São Paulo na cidade que já foi marcada pela luta dos metalúrgicos no movimento operário nos anos 80.

Agora, em 2017, a vez é da luta por moradia.

Diante de um cenário de crise econômica e políticaa lógica da especulação imobiliária se acentua, aumentando o número de pessoas que não têm renda para pagar o aluguel e são despejados. Apenas em São Bernardo do Campo, o déficit habitacional é de 90 mil famílias.

É diante desse contexto brasieliro que luta por moradia se intensifica como uma forma de resistência.

Ocupação vista de cima. Foto: Jorge Ferreira / Mídia NINJA

De acordo com Guilherme Boulos, coordenador do MTST, o movimento ocupa o terreno da construtora MZM, de 70 mil m², na rua João Augusto de Souza que estava ocioso há mais de 40 anos e tem, como reivindicação, conquistar o terreno e exigir que sejam construídas moradias populares pelo poder público.

“Com o agravamento da crise social e o desemprego, milhares de pessoas não têm como pagar aluguel e isso enxuga o orçamento. Por isso, a ocupação não é uma escolha, é uma falta de escolha. Ela funciona como um grito de resistência contra uma situação que coloca em cheque o direito à moradia na cidade”, explicou Boulos em entrevista ao Portal Vermelho.

Sobre a atuação das forças policiais, o coordenador do MTST destacou que o proprietário do terreno já entrou com uma liminar para reintegração, mas que o movimento resistirá e exigirá uma solução. Já a Guarda Municipal, tem atuado de forma intimidadora com os moradores.





*estagiária no Portal Vermelho

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