Movimentos

4 de setembro de 2017 - 17h39

Metalúrgicos se mobilizam para setembro de luta contra reformas

Michelle Marques, diretora do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mobiliza trabalhadores para o dia 14 de setembro. Foto: Adonis Guerra Michelle Marques, diretora do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mobiliza trabalhadores para o dia 14 de setembro. Foto: Adonis Guerra

Em artigo publicado nesta segunda-feira (4) com o título “O exemplo dos metalúrgicos” o jornalista e assessor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Marcos Verlaine, afirma que a iniciativa dos metalúrgicos deve ser seguida por outras categorias profissionais.

“O fortalecimento da luta e da organização dos trabalhadores, num quadro econômico e político adversos, exigem das organizações sindicais iniciativas que extrapolem o convencional”, escreveu Verlaine. Para ele, os metalúrgicos colocam “em curso uma frente de resistência à Reforma Trabalhista, a Frente Sindical”.

Segundo Marcelino, a mobilização dos metalúrgicos vem ganhando adesão. “As federações e confederações estão desenvolvendo reuniões nos Estados com os metalúrgicos e buscando ampliar para outras categorias. A adesão tem sido importante e existe também uma necessidade de buscar os movimentos sociais organizados para essa agenda do dia 14”, explicou o dirigente.

Assembleias e panfletagens tem sido realizadas por todo o Brasil. Os metalúrgicos do ABC paulista distribuíram o jornal “Brasil Metalúrgico” em fábricas de Diadema e Ribeirão Pires. “Só existem duas classes no País e quem não é dono de fábrica é trabalhador. Essa reforma Trabalhista é muito agressiva e atinge a todos os companheiros. Por isso, precisamos estar organizados para realizar um grande dia de luta em 14 de setembro”, convocou Michelle Marques, diretora executiva de Formação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O boletim Brasil Metalúrgico com tiragem de 300 mil exemplares tem como objetivo subsidiar a mobilização. A publicação explica os efeitos da reforma trabalhista e da terceirização, aprovadas no Congresso e alerta para os prejuízos que a reforma da Previdência poderá trazer para o trabalhador.

“Conseguimos unir os metalúrgicos do País e estabelecer uma resistência contra as reformas. Hoje apostamos no que nos une”, declarou Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. “O movimento é de unidade de um dos principais setores da nossa economia”, completou o sindicalista. Participam do movimento entidades integrantes de todas as centrais sindicais do país.

Marcelino afirmou que o movimento Brasil Metalúrgico “vai ao encontro da resistência histórica da categoria”. “Mais uma vez, os metalúrgicos retomam uma trajetória histórica da luta de classes neste país”, enfatizou o presidente da Fitmetal.

AGENDA - Movimento Brasil Metaúrgico

14 de setembro (quinta-feira): Dia Nacional de Luta

29 de setembro (sexta-feira): Plenária Nacional dos Trabalhadores da Indústria






Do Portal Vermelho com informações de agências

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