Brasil

29 de agosto de 2017 - 12h52

No dia do bancário categoria denuncia em atos ataques ao trabalhador

Na Bahia, teve bolo e denúncia contra retirada de direitos dos trabalhadores Na Bahia, teve bolo e denúncia contra retirada de direitos dos trabalhadores

"O nosso dia é comemorado na rua, na luta, que é o que sabemos fazer. No ano passado, fizemos 31 dias de greve (durante a campanha salarial) e conseguimos um acordo de dois anos. Isso é importante, porque conseguimos concentrar nossas forças agora contra a retirada de direitos, junto com outras categorias", disse à reportagem do Seu Jornal, da TVT, Ivone Silva, presidenta do sindicato dos bancários de São Paulo.

A homenagem aos bancários baianos teve bolo e apresentação de repente. O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, confirmou que a situação nos bancos vai de mal a pior. "A categoria perdeu 20 mil postos de trabalho nos últimos dois anos. E mais. É comum notarmos agências abarrotadas, o trabalhador sendo chamado a vender título de capitalização, planos de previdência e metas inatingíveis. Além da falta de segurança gritante". 
                                                                                                                                              Em São Paulo, bancários protestam contra reforma trabalhista
A aposentada Sônia Dantas ficou sensibilizada com o ato. "Eu acabei de fazer uma transação que, sem a ajuda de um bancário, eu não conseguiria fazer. Sem eles, nós não somos nada", disse. Posicionamento semelhante ao do funcionário público, Almiro Borges. "Eles (os bancários) são atenciosos e gentis. São muito importantes para nós".

Apesar de reconhecidos pela população, os bancários sofrem na mão da direção dos bancos. Para um empregado do Bradesco, o melhor presente neste dia seria mais mobilização contra os desrespeitos. "Eu quero mais greve, mais mobilizações por todo o país". Já para o funcionário do BB, Paulo Bahia, um aumento no quadro de pessoal melhoraria a situação nas agências. 

Banco privado desrespeita data

A diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba protestou nas agências do Itaú, Bradesco e Santander, que em desrespeitam seus funcionários, ignoram a questão da segurança e arbitrariamente vão abrir para atender ao público, informou matéria publicada no portal da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

“Nos últimos cinco anos celebramos nosso feriado sem nenhum questionamento. Agora, com a desordem generalizada, posta em prática pelo governo golpista, ilegítimo e neoliberal para prejudicar os trabalhadores, os bancos privados, que deram sustentação ao golpe, estão totalmente à vontade para fazer o que bem entenderem. Enquanto o governo Temer desmonta os bancos públicos para facilitar as privatizações, inclusive com a consultoria do pessoal do Itaú Unibanco, os bancos privados vão massacrando e desrespeitando seus trabalhadores”, denunciou Marcelo Alves, presidente do sindicato.
 



Do Portal Vermelho com informações de agências

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