Movimentos

16 de agosto de 2017 - 16h00

Atos em defesa da Caixa Econômica são realizados na Bahia

   

Durante a ação, os bancários distribuíram uma carta à população, explicando os motivos do protesto e alertando para o processo de reestruturação na empresa, que vem diminuindo o número de funcionários, precarizando o atendimento aos clientes e ameaçando o papel social que a Caixa tem para o Brasil.

Medidas adotadas pela empresa têm provocado insegurança entre os trabalhadores e poderão comprometer ainda mais o já precarizado atendimento à população, por conta da redução do quadro de pessoal do banco, que deve se agravar com o Programa de Demissão Voluntária (PDE), reaberto em 14 de julho pela empresa.

Hoje os membros da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) terão nova rodada de negociação da mesa permanente, na qual vão reafirmar o posicionamento da categoria contra a reestruturação e a ampliação do programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), em defesa da revogação do RH 037, que abre espaço para a contratação de bancários temporários, pela contratação de mais empregados e em defesa da Caixa 100% pública.

De acordo com a federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb BA/SE), uma reestruturação em curso desde o dia 17 de julho causará prejuízo não somente aos empregados, mas a sociedade em geral. A redução ou enxugamento de unidades trará impactos negativos em áreas vitais para a população, como o atendimento do FGTS, programas sociais, habitação, entre outros.

Os protestos do Dia Nacional de Luta têm por objetivo explicitar a direção da Caixa que os bancários não aceitarão conviver com injustiças e também não nos sujeitamos às medidas unilaterais, adotadas sem a devida transparência. Uma decisão que mexe com postos de trabalho e direitos dos trabalhadores não pode ser tomada sem que estes sejam ouvidos.

“Nossas manifestações visam também alertar os brasileiros para o processo de desmonte ao qual está sendo submetida a Caixa, uma instituição financeira centenária que tem contribuído para o desenvolvimento do país, através de programas de geração de emprego e renda, financiamento habitacional, incentivo ao turismo, redução da desigualdade regional, dentre outras”, afirma em nota a entidade.

Confira na íntegra Carta Aberta distribuída à população:

Empregados da Caixa exigem respeito

Trabalhadores em defesa do Brasil

#caixarespeiteoempregado

Nós, empregados da Caixa Econômica Federal, estamos realizando nesta terça-feira, 15 de agosto, um Dia Nacional de Luta para reivindicar mais valorização e respeito aos nossos direitos, e protestar contra a precarização das condições de trabalho no banco.

Medidas adotadas pela empresa têm provocado insegurança entre os trabalhadores e poderão comprometer ainda mais o já precarizado atendimento à população, por conta da redução do quadro de pessoal do banco, que deve se agravar com o Programa de Demissão Voluntária (PDE), reaberto em 14 de julho pela empresa.

A Caixa, que chegou a ter 101 mil empregados em 2014, poderá ficar com menos de 90 mil, após os novos desligamentos voluntários. Com menos trabalhadores, agências e áreas meio estão sendo fechadas. Quadro de pessoal e estrutura menores resultam em atuação menor da empresa.

Uma reestruturação em curso desde o dia 17 de julho causará prejuízo não somente aos empregados, mas a sociedade em geral. A redução ou enxugamento de unidades trará impactos negativos em áreas vitais para a população, como o atendimento do FGTS, programas sociais, habitação, entre outros.

Os protestos do Dia Nacional de Luta têm por objetivo explicitar a direção da Caixa que não aceitamos conviver com injustiças e também não nos sujeitamos às medidas unilaterais, adotadas sem a devida transparência. Uma decisão que mexe com postos de trabalho e direitos dos trabalhadores não pode ser tomada sem que estes sejam ouvidos.

Nossas manifestações visam também alertar os brasileiros para o processo de desmonte ao qual está sendo submetida a Caixa, uma instituição financeira centenária que tem contribuído para o desenvolvimento do país, através de programas de geração de emprego e renda, financiamento habitacional, incentivo ao turismo, redução da desigualdade regional, dentre outras.

A Caixa sempre esteve presente no dia a dia dos brasileiros e nós empregados lutamos para que continue assim. Por isso, o Dia Nacional de Luta organizado pelos sindicatos e entidades associativas têm como foco cobrar da empresa a revisão de medidas que estão provocando o seu enfraquecimento.

Queremos uma Caixa Pública, fomentadora do desenvolvimento econômico e social do país, através das políticas públicas já citadas acima. Queremos uma Caixa que valorize seus trabalhadores! A Caixa tornou-se o terceiro maior banco do país, graças ao empenho e força de trabalho dos seus empregados.

Por isso, neste 15 de agosto de 2017, queremos reafirmar nosso posicionamento contra o fechamento de agências; contra o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) por meio do qual a Caixa passou a aplicar metas individuais contratadas para todos comissionados; contra a terceirização, em defesa de melhorias nas condições de trabalho, por mais empregados e pela revogação do RH 037.



Fonte: Portal CTB com Feeb e Seeb-Bahia

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