Brasil

11 de agosto de 2017 - 18h23

Armando Reverón, o pintor da luz

Divulgação
Reverón viveu seus últimos anos numa casa à beira mar, em Macuto Reverón viveu seus últimos anos numa casa à beira mar, em Macuto

Reverón, chamado "pintor da luz" parecia estar sempre no escuro, em uma nebulosidade demente. A casa que construiu à beira mar, em Macuto (na qual viveu seus últimos anos) – e que quis transformar em museu, mas foi destruída por uma enchente em 1999 – trazia uma placa com a frase: “por que estou aaqui? Por meu compromisso com a luz” (¿Qué por qué estoy aquí? Por mi compromiso con la luz).

Sua pintura reflete, também, uma doença mental cujos sintomas levaram muitos a considerá-lo como excêntrico. Mas o levou ao sanatório San Jorge em 1953, onde ficou até a morte. Mas sua arte levou-o aos louros nesse mesmo ano, quando recebeu o Premio Nacional de Pintura no Salão oficial Art venezuelana.

Louco peculiar? Gênio? Não se sabe, tudo depende do espírito com que sua memória é lembrada. E ao avaliá-lo como um dos artistas mais proeminentes do século 20, pouco importa examinar sua saúde mental. Sua arte foi sempre uma grande lucidez, sendo verdadeira loucura.

Veja três obras do artista: 

Maja-mujer acostada - 1936


Luz tras mi enramada - 1926


Marina - 1944



* A partir de informações do artigo Las artes plásticas venezolanas son uma expression de conciencia social, de Indira Rojas

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