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9 de agosto de 2017 - 14h50

Temer decreta fim da educação no campo ao cortar orçamento do Pronera

MST
Com o corte de verbas, governo deve impedir que 7 mil alunos ingressem em novos cursos que haviam sido contratados. Com o corte de verbas, governo deve impedir que 7 mil alunos ingressem em novos cursos que haviam sido contratados.

O Pronera foi um avanço para o país, criado durante o governo Lula, ele atende a demanda e necessidades do campo no âmbito educacional. É por meio dele que os acampados têm acesso à educação, desde a alfabetização até a universidade, com programas de ensino fundamental e médio, técnico profissionalizante, cursos superiores e de pós-graduação (especialização e mestrado).

As ações do Pronera têm como base a diversidade cultural e socioterritorial, os processos de interação e transformação do campo, a gestão democrática e o avanço científico e tecnológico.

Dados demonstram o alcance e funcionalidade do programa. Até 2016, o Pronera já havia formado 180 mil alunos de áreas da reforma agrária, sendo deles quase 170 mil formados pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), 9 mil estudantes formados no nível médio. Além de mais de 5 mil alunos que concluíram o ensino superior e 1.765 alunos especialistas formados pelo programa, segundo informações do Incra.

Independente do sucesso do programa na prática, o Pronera está sendo ameaçado com os cortes do governo Temer, tanto pela aprovação do teto dos gastos públicos durante 20 anos, quanto pelas restrições de repasses para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que é conveniado às universidades, o que afeta diretamente o programa.

De acordo com o coordenador nacional do MST, mais de 100 novos cursos universitários pelo Pronera estavam previstos, mas não serão contratados por conta da política restritiva de do atual governo. Com isso, aproximadamente 7 mil alunos serão impedidos de estudar.

Desde que Michel Temer assumiu a presidência, as verbas para o programa tiveram queda drástica, de R$ 30 milhões para apenas R$ 9 milhões em 2017.

“A tendência é de que esse montante chegue a apenas R$ 3 milhões no próximo ano, impedindo o acesso e decretando o fim da educação do campo”, frisou Conceição em entrevista ao Portal Vermelho.

Jornada da Juventude

Começou nesta segunda-feira (7) a 8° Jornada Nacional de Lutas: Ocupa Juventude, as escolas e as ruas, do MST que vai até 12 de agosto.

O movimento dá continuidade a “Jornada Nacional de Lutas: corruptos devolvam nossas terras” e já ocupou a reitoria da Universidade Federal do Piauí (UFPI) na terça-feira (8) em defesa do Pronera e da educação no campo.

“O intuito da articulação é mobilizar a juventude sem terra não apenas para a luta pelo acesso à educação e à terra, mas também para rebater às reformas do governo ilegítimo, como o fim da aposentadoria rural”, disse o coordenador nacional do MST.





*estagiária no Portal Vermelho

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