Brasil

8 de agosto de 2017 - 16h28

Jovem desaparece na Argentina após repressão contra comunidade mapuche

Telesur
Maldonado visitava a comunidade para ajudar e apoiar a luta dos indígenas; faixa exige que membros do governo respondam sobre a desaparição Maldonado visitava a comunidade para ajudar e apoiar a luta dos indígenas; faixa exige que membros do governo respondam sobre a desaparição

Durante a operação, os policiais agrediram os moradores, queimaram seus pertences e levaram Santiago Maldonado. Desde então, não se sabe o paradeiro do rapaz.

Maldonado é artesão e tatuador, solidário às lutas sociais, e visitava a comunidade para ajudar e apoiar a luta dos indígenas.

Sergio Maldonado, irmão do desaparecido, declarou em um programa de rádio que "a única explicação até agora vem da comunidade".

"Mas eu gostaria que o governo se pronunciasse e apresentasse a sua versão sobre o que aconteceu com a Polícia. Já apresentamos recursos aos tribunais e solicitamos a busca. Quero que ele apareça, as primeiras horas são decisivas. Ele não desapareceu na rua do nada".

A ex-presidenta Cristina Kirchner compartilhou nas redes sociais que havia dialogado com Sergio Maldonado e com sua esposa, Andrea.

Kirchner disse no Twitter que "o governo, que é responsável pela Polícia Nacional, tem a obrigação de informar onde está Santiago e tem a responsabilidade pela sua aparição" e ressaltou o que já havia dito o irmão do jovem: "Santiago deve aparecer. E deve aparecer com vida".

Neste sábado (5), a organização de direitos humanos Centro de Estudos Jurídicos e Sociais (CELS, na sigla em espanhol) solicitou ao Comitê contra Desaparecimentos Forçados da Organização das Nações Unidas (ONU) "uma ação urgente para que o Estado argentino tome imediatamente todas as medidas necessárias para buscar e localizar Santiago Maldonado".

A organização enfatizou que, apesar da desaparição de Santiago Maldonado ter se tornado pública há vários dias, "até o momento o Ministério da Segurança e a Secretaria de Direitos Humanos não se pronunciaram sobre o caso, nem sobre as medidas que eventualmente tomaram para encontrá-lo".


 Fonte: Brasil de Fato

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