Movimentos

3 de agosto de 2017 - 14h40

Mulheres do mundo todo ocupam as ruas de Florianópolis

Silvia Medeiros
   

No dia 2 de agosto, mesmo dia que o presidente ilegítimo Michel Temer estava sendo julgado na Câmara de Deputados sobre crime de corrupção passiva, as mulheres com representações do mundo todo foram para as ruas com faixas e cartazes denunciando a sociedade machista que assedia, controla, limita e mata mulheres de todas as raças, do campo e da cidade.

Com a mistura de ritmos, gritos de ordem, cores de bandeiras, mistura de raças as mulheres percorreram as principais ruas da cidade e fizeram paradas estratégicas em locais que representam algum espaço opressor da sociedade. A primeira parada foi em frente a uma agência bancária para representar o sistema financeiro que tanto oprime através da exploração do capital. A segunda foi em frente a catedral da igreja católica que representa o patriarcado que mata mulheres e homossexuais todos os dias. A terceira parada foi em frente a agência do INSS, para representar o repúdio das trabalhadoras para com as reformas do Temer. A quarta foi próximo ao mercado público em que as índias celebraram a terra e o espaço que um dia já foi ocupado por seus povos e hoje os coloca as margens da sociedade.

Anna Julia Rodrigues, presidenta da CUT-SC, falou em nome das organizações das trabalhadoras na parada em frente ao INSS e ressaltou que a reforma trabalhista, previdenciária e o congelamento dos gastos do serviço público são medidas de extrema violência contra as mulheres trabalhadoras. “Sob nossos ombros que as reformas do Temer serão mais duras. Nós mulheres que ocupamos as vagas mais precárias de empregos, somos nós, as que buscam serviços das políticas públicas. Essas reformas do Temer são um atentado violento contra todas as brasileiras”.

A Marcha se encerrou uma hora antes do final do julgamento do Michel Temer, que aliado a outros parlamentares corruptos, teve o seu processo encerrado. Apesar do resultado negativo do julgamento do Temer, Rosane Bertotti, Secretaria de Formação da CUT, acredita que são mobilizações como a do Mundos de Mulheres que fortalecem a luta e empoderam as mulheres para fazer o enfrentamento. “A energia que sentimos nas ruas de Florianópolis, com um ato organizado e protagonizado por mulheres, nos mostra que as mudanças virão da classe trabalhadora e das mãos feministas. Com leveza e alegria dava para perceber o engajamento das trabalhadoras que passavam pela Marcha e demonstravam o apoio a cada cartaz e a cada grito de ordem. Não podemos e nem vamos desanimar, continuaremos nas ruas mostrando a posição da CUT que sempre esteve na defesa dos direitos e das trabalhadoras”, destaca Rosane.

O Mundos de Mulheres que começou no domingo, dia 30 de julho, vai até sexta-feira, 4 de agosto e pela primeira vez leva o movimento social para debater junto com a universidade.



Fonte: CUT

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