Movimentos

28 de julho de 2017 - 13h40

Dieese e centrais se mobilizam para campanhas salariais após reformas


Reprodução/TVT
Diretor do Dieese sugere categorias e entidades sindicais unidas durante negociações salariais no segundo semestre Diretor do Dieese sugere categorias e entidades sindicais unidas durante negociações salariais no segundo semestre
Em parceria com as centrais sindicais, o Dieese promoveu nesta quinta-feira (27) sua 14ª Jornada Nacional de Debates para organizar a resistência contra a nova legislação trabalhista e formular estratégias sindicais direcionadas às campanhas salariais no segundo semestre. Em São Paulo, o encontro foi realizado no auditório da Escola Dieese de Ciências do Trabalho, no centro da cidade.

"Estamos lançando uma jornada que vai ser permanente, porque nós estamos olhando para frente, para o futuro, observando o impacto da reforma trabalhista e identificando que será necessário um processo de preparação muito mais aprofundado por parte do movimento sindical para enfrentar as campanhas salariais em um ambiente de recessão econômica", afirma o o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

Em entrevista à repórter Ana Flávia Quitério, para o Seu Jornal, da TVT, Clemente explica que só a resistência e o debate com o patronato, durante as campanhas salariais, podem evitar que as regras estabelecidas pela nova lei sejam aceitas "na vida real". Ele também diz que, com as mudanças na legislação, o movimento sindical precisará encontrar novas formas de organização.

"A primeira delas é uma grande mobilização sindical, ou seja, um grande trabalho de organização sindical, de mobilização, de envolvimento das categorias dos trabalhadores nas negociações. Segundo, é imaginar negociações e campanhas salariais diferentes, juntando categorias, promovendo campanhas do setor metalúrgico, do setor da indústria, do setor do comércio, juntando as entidades sindicais numa campanha mais articulada", sinaliza o diretor do Dieese.

Os sindicalistas também preveem a necessidade de elevar o grau de resistência nas próximas negociações coletivas. "É importante resistir. Não podemos admitir que os efeitos dessa reforma se materializem. Significa menos salários, menos direitos, transforma milhões de empregos em bico", diz o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio.




Fonte: Rede Brasil Atual

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