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17 de julho de 2017 - 17h38

Parlamento turco aprova extensão de 3 meses para estado de emergência

Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan

Em 15 julho de 2016 um grupo de insurgentes turcos realizou uma tentativa de golpe de Estado militar no país. O governo declarou que mais de 240 pessoas morreram, cerca de duas mil ficaram feridas. Mais de 40 mil cidadãos turcos foram presos, cerca de 145 mil pessoas foram demitidas ou suspensas de seus cargos por suspeitas de envolvimento com o golpe.
Após o ocorrido, foi decretado um Estado de emergência na Turquia, onde os poderes do executivo, legislativo e judiciário se tornam mais fortes. Mais de um ano após a tentativa de golpe, o Parlamento turco aprovou nesta segunda-feira a extensão de um estado de emergência por mais três meses.

O partido do presidente turco, Tayyip Erdogan, o AKP, tem maioria confortável no Parlamento.
A medida foi aprovada após cerimônias durante o fim de semana que marcaram o primeiro ano desde a tentativa frustrada de golpe, na qual cerca de 250 pessoas foram mortas.
Desde que o estado de emergência foi imposto em 20 de julho do ano passado, mais de 50 mil pessoas foram presas e 150 mil foram suspensas de seus trabalhos em uma repressão que opositores de Erdogan dizem empurrar a Turquia para um caminho de maior autoritarismo.

No início de julho, oito militantes de direitos humanos da Anistia Internacional foram detidos com a suspeita de "integrarem uma organização terrorista armada"
As autoridades turcas utilizam frequentemente a expressão "organização terrorista" quando se referem aos apoiantes de clérigo Fethullah Gülen – acusados de terem fomentado o golpe militar de 15 de Julho de 2016 – ou os separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

"Das duas uma, ou estas pessoas vão ser finalmente libertadas, ou serão colocadas em detenção na perspectiva de um processo", disse Andrew Gardner, investigador da Amnistia, especialista na Turquia.

"É um teste para a justiça turca. A Turquia cairá em desgraça aos olhos do mundo caso estes militantes sejam enviados para a prisão por terem defendido os direitos humanos", afirmou.

O governo afirma que as medidas são necessárias para confrontar desafios de segurança que a Turquia enfrenta e para erradicar os apoiadores do clérigo Fethullah Gulen, baseado nos Estados Unidos, que dizem estar por trás da tentativa de golpe. Gulen negou qualquer envolvimento.
Em uma série de cerimônias públicas em homenagem às pessoas mortas na tentativa de golpe e para celebrar aqueles que a frustraram, Erdogan reiterou seu desafiou às críticas da União Europeia e disse que traria de volta a pena de morte caso o Parlamento a aprove.

Os laços da Turquia com o Ocidente ficaram tensos desde que governos europeus manifestaram seu alarme com a escala de repressão, que continua. Outros 7 mil policiais, servidores civis e acadêmicos foram dispensados na semana passada de acordo com um decreto publicado na sexta-feira.




Do portal vermelho com agências

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