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14 de julho de 2017 - 17h59

Caso Amarildo: 4 anos depois

Agência Brasil
   

De acordo com informações da Agência Lupa, não há nenhuma investigação em andamento. Contradizendo o que havia sido informado pelo então governador do estado, Sérgio Cabral.

A investigação começou em fevereiro de 2014 e última atualização do Caso Amarildo - como ficou conhecido - aconteceu exatamente dois anos depois, no mesmo mês de 2016, quando a juíza responsável pelo caso, Daniella Alvarez condenou 12 policiais militares - somando 126 anos e 6 meses de prisão - pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver. 

Foi essa mesma sentença que apontou o major Edson Raimundo dos Santos, então comandante da UPP da Rocinha, como o responsável pelos choques elétricos, afogamentos e sessões de asfixia de Amarildo.

Na época o caso Amarildo foi amplamente repercutido, mobilizando a opinião pública e chamando atenção para o abuso de poder da Polícia Militar e a necessidade de se investigar devidamente o caso e julgar os culpados.

Para a Anistia Internacional, organização não governamental, a mobilização social no caso Amarildo foi fundamental para a investigação e responsabilização pelo ocorrido.

A organização ainda complementou em uma publicação na página oficial do Facebook:

"Desaparecimentos forçados e homicídios pela polícia continuam sendo uma realidade em todo país e que atinge principalmente moradores de favelas e áreas periféricas das cidades. O caso de Amarildo mostra mais uma vez que uma grande mobilização pode fazer a diferença na luta por justiça".



Por Verônica Lugarini, do Portal Vermelho com informações da Agência Lupa

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