Cultura

10 de julho de 2017 - 10h36

Documentário retrata cena punk feminista dos anos 1990

Divulgação
A banda Dominatrix foi uma das que marcaram a cena punk feminista dos anos 1990 no Brasil A banda Dominatrix foi uma das que marcaram a cena punk feminista dos anos 1990 no Brasil

Riot Grrrl é o nome do movimento na época e surgiu quando garotas da cena punk underground começaram a formar bandas só de mulheres. O projeto do filme traz representatividade tanto na produção, com uma equipe formada somente pelo sexo feminino, quanto no conteúdo, que trata deste momento praticamente não lembrado da cena musical do rock no Brasil. A equipe também vivenciou a cena punk feminista: continuam tocando em bandas até hoje.

Letícia conta como surgiu a ideia do longa: “A Patricia Saltara, que faz o documentário comigo, me chamou e falou ‘cadê a Letícia pra fazer o filme sobre a cena?’. E isso vinha das conversas de que não estava tendo representatividade feminina nos documentários da cena brasileira musical”.

O nome Riot Grrl tem origem no inglês e faz referência à rebeldia. Em uma cena musical dominada por homens, o movimento abordava temas feministas, fazendo com que o público fosse em sua maioria composto por mulheres, que viam nos encontros uma forma de se fortalecerem. A quantidade de bandas que surgiram nos anos 1990 foi grande, podendo se citar nomes como Dominatrix, TPM, Lamina, Kolica, Kaos Klitoriano, Anti-Corpos, entre outras.

O intuito do projeto, segundo Letícia, é resgatar as histórias das protagonistas do movimento, seus desdobramentos o que ele significou na vida destas mulheres: “A intenção é que ele possa trazer essa identificação pra outras mulheres e pra outras pessoas. Lá no início do projeto, eu bati na tecla de dar esse reconhecimento a essa história. Esse é um registro inédito de fato, essa história nunca foi contada, como muitas histórias das mulheres nunca foram contadas e não estão escritas na história”.

Ainda em fase de produção, o documentário Faça Você Mesma está com campanha de financiamento coletivo no Catarse, para dar continuidade às entrevistas, cobrir despesas e finalizar as gravações. “A gente tá num momento que tem que ter cada vez mais diversidade pra gente ter sociedades mais justas, tolerantes e igualitárias.”


Fonte: Brasil de Fato

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