29 de junho de 2017 - 16h21

Protesto pede o julgamento dos assassinos de Colombiano e Catarina




Em 2014, a Justiça baiana já havia pronunciado, em primeira instância, que os acusados iriam a júri popular, mas três anos depois a sessão de julgamento ainda não foi marcada. A decisão também excluiu do processo um dos acusados, Cássio Ferreira Santana, sob a alegação de insuficiência de provas, mas a família contestou a exclusão e recorreu da decisão.

Durante o protesto desta quinta-feira, um grupo chegou a entrar no Tribunal para conversar com a
desembargadora Rita Nunes, revisora do processo em segunda instância. O encontro contou com as presenças de Geraldo Galindo, irmão de Catarina; Hélio Ferreira, presidente do Sindicato dos Rodoviários, onde Colombiano foi tesoureiro; e Pascoal Carneiro, presidente estadual da CTB-Bahia.

“Ela disse que recebeu o processo essa semana porque chegou de férias, e que não ia dar um prazo, mas que ia dar celeridade, na medida das circunstâncias e respeitando os limites da lei, o que concordamos. O nosso pedido foi para que ela não deixasse o processo cair no esquecimento porque o povo baiano não vai deixar”, explicou Pascoal Carneiro. Ele ainda garantiu que as manifestações continuarão até o desfecho do caso.

Hélio Ferreira, vereador pelo PCdoB em Salvador, também cobrou celeridade ao processo e destacou o papel de Paulo Colombiano, considerado por ele como uma liderança sindical de projeção nacional. “Não vamos arredar enquanto esse crime não for julgado e os assassinos que agiram em nome do grande capital, em nome da ganância, sejam culpados”, garantiu.

Homenagem

Na ocasião, Geraldo Galindo, que também é vice-presidente do PCdoB-Bahia, pediu que os presentes no ato aderissem à Greve Geral marcada para sexta-feira (30), em resistência às medidas do governo Temer. “Se Paulo e Kate estivessem aqui, certamente estariam conosco protestando contra todas essas reformas que retiram nossos direitos. A grande homenagem que podemos fazer a eles é ir às ruas amanhã”, convidou.

O Caso

Os empresários e irmãos Claudomiro e Cássio Ferreira Santana foram apontados pelas investigações como mandantes dos assassinatos, que teriam sido cometidos por três funcionários: Adaílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner de Souza. Os irmãos são sócios da MasterMed, empresa do ramo de planos de saúde, que possuía um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Colombiano era tesoureiro.

A análise dos contratos do sindicato feita por Colombiano o levou a concluir que a MasterMed havia aplicado uma fraude milionária na entidade de trabalhadores e essa teria sido a motivação do crime, ainda segundo as investigações. Enquanto voltavam para casa de carro depois de mais um dia de trabalho, Colombiano e Catarina foram vítimas de tiros disparados por motoqueiros.


De Salvador,
Erikson Walla


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