Economia

19 de junho de 2017 - 13h17

 Altamiro Borges; Temer sabota o seguro-desemprego


   
Nesta sexta-feira (16), a Folha revelou que o covil golpista reduziu o seguro-desemprego para os trabalhadores exatamente no período de explosão das demissões no país. O número de beneficiados hoje é menor do que em 2014, quando teve início a atual crise econômica. Conforme aponta o jornal, “desde o começo da crise, foram fechadas 3 milhões de vagas com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho, mas o número de segurados caiu em 1,3 milhão”.

A Folha tucana até tenta culpar a ex-presidenta Dilma Rousseff, que alterou as regras para solicitar o benefício. Ocorre que quando houve a mudança, em dezembro de 2014, a taxa de desemprego estava abaixo dos 7% da População Economicamente Ativa (PEA). Atualmente, este índice cruel já supera a casa dos 13,6%. Ou seja: quase o dobro de pessoas depende do seguro-desemprego para não morrer à mingua. O Judas Michel Temer não teve dó nem piedade destas vítimas e endureceu ainda mais as medidas de austeridade fiscal. Em 2014, o governo gastou o equivalente a R$ 39,9 bilhões com o pagamento de seguro-desemprego em valores corrigidos pela inflação. No ano passado, o covil golpista desembolsou R$ 35,8 bilhões.

A própria Folha atesta: “O problema é que o acesso ao seguro desemprego ficou mais difícil justamente no momento em que o número de desempregados atingiu o recorde de 14 milhões de pessoas, de acordo com o IBGE. Ou seja, o endurecimento das regras do programa contribuiu para deixar muitos trabalhadores sem recursos que poderiam ter sido dirigidos para o consumo, principal motor que faz a economia girar”.

Ou seja: mais desemprego, menos seguro-desemprego, menos consumo e maior agravamento da crise econômica. Um ciclo vicioso que penaliza o trabalhador e destrói o Brasil. Em compensação, o Judas Michel Temer garante mais grana para os ricaços – o tal superávit primário – para os ricaços que financiaram o golpe.

Para Lúcia Garcia, coordenadora da pesquisa de emprego e desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese), a situação é dramática. “Em primeiro lugar, o seguro-desemprego é um cobertor muito seletivo e curto", afirma. Metade dos trabalhadores ocupados hoje não tem registro em carteira e, portanto, não têm acesso ao seguro. Além disso, o benefício dura por cinco meses, no máximo. Mas a crise aumentou o tempo em que o desempregado passa à procura de ocupação. Em São Paulo, desde abril de 2016 esse tempo aumentou de 34 para 42 semanas, segundo o Dieese. Ou seja, mais de dez meses. “Essa política não está em consonância com a realidade atual brasileira”, observa Lúcia Garcia.

O fim da “Farmácia Popular”

A crueldade do Judas Michel Temer não se expressa apenas neste item tão sensível aos desempregados. Ela está presente em várias outras áreas. Na semana passada, o covil golpista anunciou a extinção do programa “Farmácia Popular”, que já atendeu cerca de 43 milhões de brasileiros.

Criado pelo ex-presidente Lula em junho de 2004, a iniciativa garantiu o acesso a 125 remédios oferecidos gratuitamente ou com desconto de 90% nos preços em uma rede própria de farmácias. Dois anos depois, o petista expandiu o programa, disponibilizando os medicamentos também em redes privadas conveniadas. Em mais um ato de desumanidade, no mês de aniversário de 13 anos do “Farmácia Popular”, o golpista Michel Temer anunciou a sua extinção. Desde janeiro, já tinham sido fechadas 111 das 533 unidades que forneciam remédios. O Judas é realmente um ser detestável!


 Fonte: Blog do Miro

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