Brasil

19 de junho de 2017 - 12h37

Com o governo respirando por aparelhos, Temer viaja à Europa


   
Enfraquecido e com o governo em frangalhos, ele terá uma agenda esvaziada sem expectativas de fechamento de acordos bilaterais significativos.

Temer e seus aliados tucanos, que comandam o Ministério da Relações Exteriores - primeiro, o senador José Serra, e, atualmente, o também senador Aloysio Nunes -, impuseram uma agenda de retrocesso na pasta que levou a um isolamento do Brasil. Sob a pecha de golpista, Temer não tem o prestígio de diversos líderes internacionais, que têm vindo à América Latina, sem nem sequer passar por Brasília.

Antes de viajar, Temer gravou um vídeo para as redes sociais e cogitou com auxiliares a veiculação da mensagem em rede nacional de TV e rádio.

Segundo fontes citadas pela grande mídia, os ministros consultados por Temer disseram que o efeito pode ser perigoso com panelaços, aumentando o desgaste do seu governo. Mas Temer estaria disposto a correr o risco.

No vídeo, sem citar Joesley, Temer diz que "criminosos não sairão impunes e serão responsabilizados pelos atos ilícitos que praticam". Ainda tenta criar uma indignação popular ao fato de que, após a delação premiada, os irmãos Batista não cumpriram pena em prisão.

Em nota divulgada no sábado (16), Temer usou como estratégia a tentativa de desconstruir a imagem de delator. Disse que ele cometeu ilegalidades em série no mercado de câmbio brasileiro comprando um bilhão de dólares e jogando contra o real e afirmando que as declarações do empresário é uma retaliação contra o seu governo, por ter o BNDES impedido, em 2016, a mudança de domicílio fiscal do grupo JBS para a Irlanda. "Havia milhões de razões para terem ódio do presidente e de seu governo", disse Temer em nota.

No vídeo, Temer fala da viagem à Rússia e faz um balanço sobre medidas do governo e as reformas que tenta aprovar no Congresso Nacional.

Enquanto isso, a sua base aliada tenta criar as condições para a votação da reforma da Previdência na Câmara e o arquivamento da iminente denúncia da Procuradoria Geral da República. Segundo fontes, Temer acredita que o procurador-geral Rodrigo Janot aguardará seu retorno ao Brasil para protocolar a denúncia, que deve apresentar fatos novos, ampliando a instabilidade política de seu governo. 


Do Portal Vermelho, com informações de agências

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