Brasil

19 de junho de 2017 - 9h59

Lula: Querem jogar a crise nos trabalhadores, mas não vamos deixar


Filipe Araújo
   
“Antes, toda desgraça era culpa do PT e da Dilma. Então, demonizaram o partido e a presidenta, tiraram a Dilma, colocaram o Temer e o que aconteceu? Aí que a desgraça tomou conta deste país”, afirmou Lula, que conclamou aos trabalhadores a “não fecharem os olhos” para “reconquistarem seu direito de cidadania”.

“Nunca vimos tanto desemprego e eles querem jogar a culpa da desgraça desse país em cima dos trabalhadores e dos aposentados, com a reforma trabalhista e da Previdência”, salientou.

Segundo Lula, não é justo nem eficaz que se enfrente a crise econômica por que passa o país cobrando a conta da classe trabalhadora e extinguindo direitos históricos conquistados ao longo dos anos. “A retomada do crescimento só pode se dar por meio da melhora da qualidade de vida das camadas populares, geração de empregos e aumento de salários”, destacou.

O ex-presidente resgatou a importância histórica do sindicato dos metalúrgicos e da luta pela democracia e se referiu ao governo Temer como “ditadura” e “governo ilegítimo”.

“O país que estão oferecendo a você, Wagner [Santana, novo presidente do Sindicato], é um país que vai exigir de você muitas noites acordados. E um metalúrgico não pode fechar os olhos enquanto a gente não reconquistar o direito de andar de cabeça erguida neste país, enquanto não reconquistarmos a cidadania que já tivemos”, declarou.

A senadora Gleisi Hoffmann, eleita presidenta nacional do PT, também participou do evento. “Vocês [sindicalistas] podem se orgulhar de ter dado ao país a maior liderança popular que o Brasil já teve. O Brasil não precisa de reforma trabalhista, de reforma previdenciária. O Brasil precisa de emprego, de crescimento, de consumo. Precisa de um governo que olhe para o povo”, frisou.

Wagner Firmino de Santana, o Wagnão, eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, afirmou que a luta da entidade que preside “não é só por nós, pela nossa categoria, é por todos os trabalhadores”.

“Eu tenho certeza que essa categoria não abrirá mão dos direitos garantidos em lei. Que país é esse onde se propõe uma volta quase à escravidão, onde se quer permitir que o trabalhador rural possa ser remunerado não com salário, mas com casa e comida? Minha luta hoje é pelo direito dos outros, dos meus filhos, assim como meu pai lutou pelos meus direitos e meus filhos hão de lutar pelos direitos dos meus netos”, completou.




Do Portal Vermelho, com informações de agências

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