Brasil

14 de junho de 2017 - 17h16

Alice Portugal: O Parlamento precisa ouvir as ruas


Divulgação
O Parlamento precisa ouvir as ruas O Parlamento precisa ouvir as ruas
A expectativa é que Janot mantenha as acusações pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça, que já constam do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal contra o presidente ilegítimo, desde a delação da JBS.

Há uma total desmoralização deste governo, que só se sustenta com apoios duvidosos. E continua mantendo ações espúrias para dar ar de legitimidade a um mandato conquistado com base num golpe. Para impedir o avanço da denúncia, Temer articula a relatoria da vindoura ação para o aliado Alceu Moreira (PMDB-RS), que teve, inclusive, parte de sua campanha financiada pelo ilegítimo.

Não há sustentação. Não há mais saídas. Um presidente que se encontra no subsolo do seu palácio-residência e ali faz anuência a uma mesada a ser paga a Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, prevarica, faz um conluio criminoso e precisa responder por isso.

As ruas precisam continuar fortes. As vozes dos milhares que já estiveram em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Minas Gerais precisam ecoar no Parlamento para que esta denúncia, quando chegar, e ela chegará, seja acatada na Câmara.

Deputados precisam ser instados a cumprir seu dever. Não se trata de revanche, mas de justiça. Há provas contra Michel Temer e a Presidência da República não pode ficar nessas mãos.

Por isso, defendemos as Diretas junto a milhares de pessoas. Agora, porém, é hora de ampliarmos essa frente. Vamos botar o Brasil em movimento para que recuperemos a legitimidade democrática.

Fora, Temer! Diretas, Já!


*Deputada federal pela Bahia e líder do PCdoB na Câmara.

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