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12 de junho de 2017 - 13h44

FUP: Trabalhadores pagam com a vida o desmonte promovido por Parente


Reprodução
   
Os petroleiros morreram durante a manutenção de uma caldeira que estava inativa no navio-sonda NS-32, operado pela Odebrecht. Não houve incêndio, mas o vapor superaquecido causou queimaduras graves nos trabalhadores.

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) afirmou também em nota que o caso não pode ser considerado apenas um acidente. “Há um histórico, que mostra claramente como a terceirização dos serviços afeta negativamente os trabalhadores”, diz.

Na explosão, morreram os trabalhadores Erickson Nascimento de Freitas, de apenas 29 anos, Jorge Luiz Damião, 44 anos, e Eduardo Aragão de Lima, de 33 anos.

A FUP diz que Parente “dizimou” o serviço próprio de sondas da Petrobras. “O resultado deste desmonte é a terceirização de atividades-fim, com precarização dos serviços e mais riscos para os trabalhadores”, afirma a federação.

Segundo dados da FUP, já são cinco mortes ocorridas este ano em unidades do Sistema Petrobras, em função de acidentes. Todos os trabalhadores eram terceirizados. Nos últimos 22 anos, foram 373 vítimas de acidentes fatais na Petrobras, das quais 304 eram prestadores de serviços.



Fonte: Rede Brasil Atual

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