Brasil

19 de maio de 2017 - 17h28

Lula e Dilma rechaçam acusações de delator da JBS


Ichiro Guerra
   
Segundo a nota, Dilma "jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário ou de terceiros doações, pagamentos e ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos", disse a presidente, por meio de sua assessoria de imprensa".

A presidenta também enfatiza que "nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais" e "jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo".

Cristiano Zanin, advogado de defesa do ex-presidente Lula, afirmou que "nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados".

Joesley disse que abriu uma conta depois de ter sido favorecido em negócios no BNDES, e que o ex-ministro Guido Mantega teria solicitado a abertura de uma outra conta. “Em reunião com Guido Mantega ocorrida no final de 2010, este pediu ao depoente que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma. O depoente perguntou se a conta já existente não seria suficiente para os depósitos dos valores a serem provisionados, ao que Guido respondeu que esta era de Lula, fato que só então passou a ser do conhecimento do depoente. O depoente indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema e Guido confirmou que sim”, anotaram os procuradores na transcrição do depoimento.

"A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência - ainda que frivolamente - ao nome do ex-presidente", destaca a defesa.


Do Portal Vermelho, com informações de agências

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