Mundo

19 de maio de 2017 - 16h31

Fortes protestos em Atenas contra novas medidas de austeridade

EPA
Militantes do PAME manifestam-se em Atenas, junto ao Parlamento, contra as políticas do governo Syriza-Anel, na greve geral de dia 17 Militantes do PAME manifestam-se em Atenas, junto ao Parlamento, contra as políticas do governo Syriza-Anel, na greve geral de dia 17

Depois da greve geral, com forte impacto nos transportes e serviços, e das manifestações de quarta-feira (18), nomeadamente em Atenas e Salônica –, os protestos contra o "quarto memorando" (como foi batizado pelos manifestantes) prosseguiram ontem na capital, na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, com forte presença de aposentados e pensionistas.

Este novo pacote legislativo do governo Syriza-Anel não estava previsto no terceiro resgate e será aplicado assim que terminar o atual programa. Entre as medidas ontem aprovadas contemplam-se um novo corte nas pensões, a partir de 2019, e subidas de impostos, a partir de 2020.

Nos planos do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, o objetivo é poupar na despesa do Estado e, a quatro dias da reunião do Eurogrupo, agradar aos credores, convencendo-os de que "os sacrifícios do povo grego" justificam "um alívio na dívida", bem como a liberação de um novo pacote de 7,5 bilhões de euros no plano de resgate, indicam as agências Efe e Reuters.

Programa não cumprido, profunda recessão

Desde 2010, a Grécia recebeu dos credores cerca de 260 bilhões de euros em troca da realização de grandes reformas econômicas e cortes na despesa pública, que mergulharam o país numa profunda recessão econômica.

Presente na manifestação na Praça Syntagma, Maria, uma professora de 60 anos, falou à agência Efe da frustração que sente com Alexis Tsipras, líder do Syriza, que, em seu entender, "enganou duas vezes o povo, a primeira com o programa de Salônica e a segunda com o referendo".

A professora referia-se ao programa eleitoral apresentado pelo Syriza – não aplicado – e que levou a ganhasse as eleições em janeiro de 2015, e ao referendo em que o povo grego disse maioritariamente "não" ao terceiro resgate, mas que Tsipras acabou por assinar.


Fonte: Abril Abril

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