10 de maio de 2017 - 20h58

Lula agradece apoio e afirma que prefere morrer a mentir para o povo


Foto: Ricardo Stukert
   
Eu jamais poderia imaginar que vários onibus saíssem de vários estados do Brasil para acompanhar o que aconteceu hoje aqui em Curitiba. Já participei de manifestações de todo o tipo e quantidade de gente que poderia existir, mas nenhuma foi tão imporante quanto esta, quando você vê que pode confiar nessa gente, que não acredita no que estão fazendo comigo.

Hoje, eu disse no depoimento que só o Jornal Nacional publicou 18 horas de matérias negativas contra o Lula, isso é igual ao tempo de 12 partidas entre Real Madrid e Barcelona, na tentativa que eu seja massacrado antes do dia que eu faria este depoimento.

A minha relação com vocês é diferente da que o político comum tem com o eleitor. A minha relação é de companheiros de projeto de país, de construção de um Brasil civilizado. Tem muito jovem aqui. Pois minha relação começou com os avós de vocês, depois com os pais e agora continua com vocês.

Quero agradecer a cada pessoa que está aqui. Haverá um momento que a História mostrará que, “nunca antes na história deste país”, alguém foi tão perseguido, com tanta intensidade. Eu quero estar vivo para ver esse momento. Eu preciso tomar cuidado com o que falar, porque eles estão anotando tudo o que eu falo para usar contra mim. Se um dia eu tiver cometido um erro, eu quero ser julgado não só pela Justiça, mas principalmente pelo povo brasileiro.

Hoje eu pensei que os meus acusadores iriam mostrar uma coisa, algum papel, documento, dizendo que o apartamento é meu, mas não mostraram nada. Eu citei o Vicentinho, que dizia que o importante é o principal, e depois é que vem o secundário. Esperava ver um documento dizendo que o apartamento era meu, mas não tinha nada, o que fizeram foi perguntar se eu conhecia o Pinheiro e outras pessoas.

Quero ser julgado por provas. Eu queira dizer aos mais velhos, aos mais novos, olhem nos meus olhos. Quando pedi para transmitir ao vivo, é porque minha mãe – que nasceu e morreu analfabeta – dizia: “Lula, a gente conhece quando alguém fala a verdade não pela boca, mas pelos olhos”. Por isso que eu queria que transmitisse ao vivo, para mostrar os meus olhos pra vocês e provar que eu estava falando a verdade.

Eu não seria digno desse carinho se tivesse alguma culpa. Prestarei quantos depoimentos forem necessários, porquê se tem alguém em busca da verdade, esse alguém sou eu. Tenho 5 filhos e 8 netos. Eu disse a eles, vocês não respeitam sequer uma criança de 4 anos, que frequenta a escola e sofre bullying ao ouvir dizer que o avô dela é um bandidão.

Em meu nome e do meu partido, em nome dos movimentos sociais, em nome do PCdoB, em nome dos sindicatos, eu digo: Se um dia eu tiver que mentir pra vocês, eu prefiro morrer.

Quero dizer para vocês: Estou vivo e me preparando para voltar e ser candidato a presidente do país. Nunca tive tanta vontade de fazer mais e provar para a elite que ela é incompetente para consertar esse país, e o metalúrgico vai consertar. O que peço em troca é que me respeitem.

Vamos à luta!

Lula - discurso em Curitiba


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