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10 de maio de 2017 - 14h42

Sistema de mísseis THAAD: que esperar do novo presidente sul-coreano?


AP Photo/ Forças dos EUA, Coreia do Sul
Desembarque na Coreia do Sul do sistema de mísseis antibalístico THAAD Desembarque na Coreia do Sul do sistema de mísseis antibalístico THAAD
Moon Jae-in, do Partido Democrático sul-coreano, foi eleito novo presidente da Coreia do Sul após ter ganho 41,1% dos votos. As eleições tiveram lugar no meio de tensões em torno da península coreana, incluindo novos testes nucleares e de mísseis da Coreia Popular e protestos contra o sistema de mísseis antibalísticos THAAD instalado pelos EUA na Coreia do Sul.

Entre outros compromissos seus, o novo presidente sul-coreano mencionou que ele iria resolver o assunto do THAAD por meio de diálogos com ambos, Washington e Pequim. A China afirmou recentemente estar contra a instalação e apelou aos EUA e à Coreia do Sul para a suspenderem.

Konstantin Asmolov, especialista do Instituto para Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, opinou que Moon poderia abrandar a instalação do sistema antimísseis THAAD.

"Ele nunca disse que o THAAD deveria ser desmantelado. É provável que o novo presidente desacelere a futura instalação, mas os sistemas já instalados não serão desmontados", disse Asmolov à Sputnik.

De acordo com o analista, os EUA têm influência sobre a Coreia do Sul, "podendo a pressão de Washington ser tão dolorosa como a de Pequim".

Asmolov frisou que o sistema antimísseis dos EUA na Coreia do Sul é destinado não contra a Coreia do Norte, mas contra a Rússia e a China.

"Há uma coisa importante. O THAAD tem um radar que pode detectar lançamentos de mísseis chineses. Este radar está equipado com vários modos de operação, assim, ele pode ser apontado conta a Coreia do Norte ou contra a China", explicou o especialista.

Segundo Asmolov, o problema é que o radar é controlado pelos americanos, enquanto Seul não sabe contra que país está apontado o radar no momento.

"Atualmente, o THAAD cobre apenas as instalações militares dos EUA na Coreia do Sul. Na verdade, se espera que sejam instaladas várias baterias antimísseis. Uma delas vai proteger Seul, mas a prioridade de Washington é proteger suas próprias instalações.

O acordo para instalação do THAAD foi concluído entre os EUA e a Coreia do Sul em julho de 2016, começando os primeiros componentes do sistema a chegar ao país no início de março.

Recentemente, o coronel Rob Manning, das Forças dos EUA na Coreia, disse que o THAAD na Coreia do Sul está ativo e pronto para defender Seul se Pyongyang lançar um ataque.

De acordo com a mídia, a bateria do THAAD incluirá um radar TPY-2 TM e de quatro a nove lançadores móveis de lagartas, cada um contendo oito mísseis de interceptação com um alcance operacional de até 200 quilômetros.


Fonte: Sputnik

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