Brasil

10 de maio de 2017 - 12h05

Ato em Curitiba tem clima de mobilização e resistência pela democracia


Jornalistas Livres
Público no centro de Curitiba para atos em apoio a Lula Público no centro de Curitiba para atos em apoio a Lula
No entorno da sede da Justiça Federal em Curitiba, onde se dará o depoimento, forte aparato policial foi armado desde cedo, com pelo menos uma dezena de viaturas, um veículo blindado e outro de monitoramento, com câmeras de observação.

No acampamento Jornada pela Democracia, o clima é de mobilização, entusiasmo e otimismo, apesar dos atos de provocação, como um ataque com rojões ocorrido durante a madrugada. "O clima está muito bom. É um momento histórico para mandarmos um recado para o Brasil e o mundo", afirma o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que está em Curitiba e visitou o acampamento nesta manhã. 
 
Ele afirmou que a solidariedade ao ex-presidente Lula se dá pela sua força simbólica. "Quando essa elite conservadora ataca o Lula, na verdade, ataca a todos nós, todos os setores da sociedade civil organizada, dos movimentos. Todo mundo se sente atacado." 
 
Ele espera que Lula tenha uma "tarde inspirada", e destaca que o ex-presidente esperava por essa oportunidade para "que se faça Justiça". "O que não aceitamos é justiça seletiva. Justiça seletiva não é justiça, é violência." O deputado ainda ressaltou a "mobilização impressionante", com caravanas chegando de diversas partes do país. 
 
Sobre o pedido de suspensão das atividades do Instituto Lula, Pimenta diz que a decisão não se sustenta, pois sequer houve pedido do Ministério Público Federal, configurando decisão arbitrária do juiz, "com o único objetivo de tumultuar e criar clima de insegurança e provocação."
 
Fernando, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que auxilia na coordenação do acampamento Jornada pela Democracia, diz que os ataques da madrugada surtiram o efeito contrário do pretendido. "O povo está cada vez mais motivado, mais animado. Não vai parar de chegar gente o dia inteiro. Vai ser um dia de festa. Não sairá de nós o primeiro soco, o primeiro tiro. Impor a vontade política à força."
 
Nívea Diógenes, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), diz que a mobilização em Curitiba é também contra as reformas pretendidas pelo governo Temer, que retira direitos dos trabalhadores. "Nós, do MAB, somos contra essas reformas e contra esse governo golpista." 


Rede Brasil Atual

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