Movimentos

9 de maio de 2017 - 14h07

Reformas: Trabalhadores denunciam medidas da Câmara contra protestos


Protesto de policiais foi reprimido em abril com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta Protesto de policiais foi reprimido em abril com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta
A sessão do dia 3, que analisava os destaques, foi interrompida na noite da última quarta-feira, quando agentes penitenciários ocuparam o plenário da comissão, em protesto contra a retirada da categoria da regra de aposentadoria especial dos policiais.

O presidente da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), ameaçou os profissionais da segurança, dizendo que “na marra, não vai”. A Câmara dos Deputados amanheceu cercada por grades em todos os acessos e com forte aparato policial, tanto da Polícia Legislativa quanto da PMDF.
 
Os policiais que tentam entrar na Casa Legislativa conversaram com o Portal CTB e informaram que a ordem partiu do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ). Para um dos líderes do movimento, o coordenador de mobilização, Jânio Bosco Gandra, dirigente da Cobrapol (Confederação Brasileira do Policiais Civis), disse que é um absurdo que, num processo político normal, um setor da sociedade seja impedido de conversar com os deputados numa Casa pública.
 
Jânio Gandra informa que a categoria não está mobilizada apenas sob a ótica das reinvindicações dos policiais, mas que são contra todo o conteúdo das reformas trabalhista e da Previdência. “Nós somos parte da sociedade brasileira e temos familiares que são trabalhadores de outras áreas e estas reformas atingem a toda classe trabalhadora”, informa o dirigente do movimento dos policiais.
 
O líder da Cobrapol informa ainda que os profissionais da segurança vão aderir à agenda convocada pelas centrais sindicais, o movimento #OcupeBrasília, e avisam que pretendem ser a vanguarda nas manifestações. “Nós somos a linha de frente. Vamos trazer os policiais e agentes penitenciários. Vamos ocupar Brasília, sim. E se houver confronto, estaremos na linha de frente”, garantiu Gandra.



Por Sônia Correa de Brasília para o Portal CTB

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