Brasil

21 de abril de 2017 - 11h46

Mudanças no projeto da Previdência não garantiu consenso entre aliados


Alan Santos/PR
   
Apesar disso, partidos da base aliada informaram que não vão fechar questão a favor da reforma Previdência, por exemplo. Apenas o PMDB e PP afirmaram que devem adotar a medida para garantir os votos para aprovar a proposta na Câmara. Diante disso, o governo cogita a possibilidade de adiar a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara, inicialmente prevista para a segunda semana de maio.

Segundo aliados do governo Temer, eles precisam de mais tempo para convencer os deputados a apoiar o novo texto do projeto, apresentado na última quarta-feira (19) na comissão especial da reforma. A posição revela uma mudançça brusca na posição do governo, que durante o debate na comissão, bateu o pé sobre a data de votação, impondo o tema como condição para o debate do projeto.

Segundo matéria publicada pelo Estadão, que entrevistou líderes e dirigentes de 15 partidos da base, que somam quase 400 deputados, até mesmo o "PSDB e o DEM, declararam não estar dispostos a obrigar suas bancadas a votar fechada com a proposta", acompanhados também pelo PSD, PR, PTB e PV.

De acordo com o Estadão, depois do anúncio das mudanças no projeto feitas pelo relator Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), 178 deputados se declararam contrários ao novo texto, ante 66 favoráveis. Outros 98 deputados não abriram o voto e 37 se declararam indecisos. A equipe do Estado ainda não havia conseguido localizar 132 parlamentares.

Entre parlamentares do PRB, PPS, PTN e PSC a posição é de que ainda iriam discutir o assunto, em reuniões que devem acontecer nas próximas semanas, mas a sinalização inicial é de que não devem impor um posicionamento às bancadas. Já entre o PSB, SD e PROS devem votar contra.

Essa resistência em fechar questão, ou seja, quando a legenda adota posição única sobre como cada um deve votar, tem diversas causas. A pressão popular é um fator que prepondera na maioria dos casos. Em um ano de véspera de eleição, em que os deputados terão que voltar as ruas para pedir voto, fica mais difícil justificar a aprovação de medidas que retiram direitos.

Há também aqueles que disputam posições e esperam que o governo atenda seus interesses, então, apesar de defenderem tais reformas, fazem pressão contra o governo para ter suas reivindicações por cargos e verbas atendidas. Isso significa que tais votos já estão, de fato, garantidos.

Para reforçar o trator pela aprovação das reformas, o Palácio do Planalto já escalou os ministros para pressionarem os deputados dos seus partidos a votarem a favor da reforma, sob o risco de perderem seus cargos.


Do Portal Vermelho, com infromações de agências

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