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19 de abril de 2017 - 14h34

Greve de fome em massa nos cárceres israelenses


The Wire
Manifestantes numa mobilização de apoio aos presos palestinos nos cárceres israelitas, ontem, nos territórios ocupados Manifestantes numa mobilização de apoio aos presos palestinos nos cárceres israelitas, ontem, nos territórios ocupados
Em solidariedade com os presos que ontem entraram em greve de fome e para apoiar os cerca de 6500 presos políticos palestinos actualmente nos cárceres israelenses, milhares de pessoas vieram, esta segunda-feira, para as ruas em várias localidades da Faixa de Gaza e da Margem Ocidental ocupada, como Hebron e Belém, onde as forças israelenses atacaram os manifestantes com balas de borracha e gás lacrimogéneo, informa a PressTV.

A jornada de mobilização estava relacionada com o Dia dos Presos Palestinos, que ontem se assinalava e que marcou o início de uma greve de fome massiva nas prisões israelenses, lançada sob a liderança do histórico prisioneiro do Movimento Fatah Marwan Barghouti, que cumpre cinco penas de prisão perpétua, mas que não conta com o apoio do ramo prisional da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).

Com a greve de fome, os prisioneiros palestinos protestam, entre outras coisas, contra as condições extremas de encarceramento, as torturas, os maus-tratos, a negligência médica e o recurso à detenção administrativa – que permite às autoridades israelenses manter os palestinos presos, sem julgamento e culpa formada, por períodos de seis meses renováveis indefinidamente.

Entretanto, o Serviço Prisional de Israel já começou a exercer represálias sobre os presos em greve de fome, proibindo-lhes as visitas, impedindo os seus advogados de estar com eles e declarando o estado de emergência em todos os estabelecimentos onde há presos palestinos, segundo revelou Issa Qaraqe, do Comité Palestino dos Assuntos dos Presos, à agência Ma'an.

MPPM, CPPC e CGTP-IN solidários com os presos palestinos

Por ocasião do Dia dos Presos Palestinos, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e a CCTP-IN emitiram comunicados em que reafirmam a sua solidariedade para com o povo e os prisioneiros palestinos, e assinalam a greve de fome a que estes ontem deram início.

Ilustrando com dados a "realidade da repressão israelense", no passado e na actualidade, e repudiando de forma especial o regime de detenção administrativa, o MPPM sublinha que a questão dos presos é, "a par do fim da ocupação da Margem Ocidental e do cerco da Faixa de Gaza, do estatuto de Jerusalém e da questão dos refugiados", um dos problemas centrais "para uma solução justa da questão palestina".

A CGTP-IN destaca que, actualmente, milhares de trabalhadores palestinos "são impedidos de trabalhar, são presos e torturados, e vivem em condições de discriminação e de extrema exploração do seu trabalho". Afirmando que a "condição dos prisioneiros políticos palestinos nas cadeias israelenses ilustra o drama do povo palestino sob a ocupação israelense", a central sindical manifesta a sua disposição para prosseguir a denúncia e a condenação das "práticas de Israel contra os direitos dos palestinos".

O CPPC salienta que a realidade dos presos palestinos é uma das "mais brutais expressões da ilegal ocupação da Palestina por Israel" e exige a sua libertação. Juntamente com o direito ao regresso dos refugiados, constitui uma das "condições que acompanham a justa e legítima exigência da criação do Estado da Palestina, nas fronteiras anteriores a 4 de Junho de 1967, com capital em Jerusalém Leste", afirma.


Fonte: Abril Abril

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