América Latina

5 de abril de 2017 - 9h32

Conselho Eleitoral do Equador confirma vitória de Lenín Moreno


Efe
Depois de dois dias o CNE, maior autoridade eleitoral do país, confirmou a vitória de Lenín Moreno Depois de dois dias o CNE, maior autoridade eleitoral do país, confirmou a vitória de Lenín Moreno
Em um pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão, Pozo afirmou que, com 99,65% da apuração concluída, Moreno, do movimento de esquerda Aliança País (AP) tinha garantido 51,16% dos votos na disputa pela sucessão do atual presidente, Rafael Correa, que está no poder desde 2007.

Ao informar sobre os "resultados oficiais irreversíveis" da apuração, Pozo detalhou que o candidato governista recebeu 5.057.149 votos, e que o opositor, Guillermo Lasso, do movimento de centro-direita Criando Oportunidades (Creo), obteve 4.827.753 (48,84%).

"O Equador se pronunciou livremente nas urnas, e é nosso dever, cívico e ético, respeitar sua voz e seu voto", disse Pozo. "Parabenizamos o povo equatoriano que elegeu legalmente e legitimamente seu presidente e seu vice-presidente", acrescentou.

O ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica participou do informe do CNE por meio de videoconferência no caráter de representante especial da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que atuou como observadora do pleito.

“Felicitações à imensa maioria do povo equatoriano que deu um exemplo e com o qual nos sentimos comprometidos”, disse Mujica, para quem a eleição se deu “sem contratempos importantes e com uma presença cívica reconfortante”.

“Temos que felicitar que se tenha concretizado um novo passo democrático na América Latina pela sociedade equatoriana”, disse o ex-presidente, ressaltando que o processo eleitoral “está fechado com uma decisão majoritária do povo equatoriano”.

Em comunicado divulgado na segunda-feira (3), a Unasul já havia parabenizado o país por uma "extraordinária jornada eleitoral" e pedido que os resultados fossem respeitados.

O oposicionista Lasso segue não aceitando a derrota e alegando fraude eleitoral, postura manifestada desde a divulgação dos primeiros resultados preliminares na noite de domingo. Ele tem pedido a seus apoiadores que façam vigília diante de escritórios do CNE em todo o país, e ontem fez discursos diante das delegações do órgão eleitoral em Quito, capital equatoriana, e Guayaquil.

O ex-banqueiro afirmou que irá apresentar “os fundamentos da impugnação dos resultados eleitorais” nesta quarta-feira (5) em um hotel em Guayaquil. “Não vamos abaixar os braços”, escreveu em seu perfil no Twitter.


Fonte: Opera Mundi

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