Brasil

1 de abril de 2017 - 17h19

PHA em Chapecó: “Vamos voltar à escravidão nas relações de trabalho”

Foto: Mariane Kerbes
PHA: Para onde vamos? Depende de cada um de nós! PHA: Para onde vamos? Depende de cada um de nós!

Este primeiro de abril marca os 53 anos do Golpe Militar, em 1964. Amorin compara as atuais ações do governo de Michel Temer com aquele período, e conclui que hoje é pior. Os militares não mexeram na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). “Fizeram de tudo, torturaram, privatizaram, mas não mexeram na CLT”, lembra ele.

Para o jornalista, com a aprovação da terceirização, o negociado sobre o legislado, a reforma na Previdência, “nós vamos voltar à escravidão nas relações de trabalho”, analisa. “O trabalhador não tem mais direitos, não tem mais onde reclamar. Nenhum país civilizado do mundo tem um programa de terceirização. A Rússia tinha e aboliu”, expressou

Amorim, destacou também, que o presidente ilegítimo Michel Temer se aposentou com 55 anos e recebe três aposentadorias. Conta que numa entrevista cedida a um colega de profissão, o presidente falou à reportagem que não tinha nem coragem de dizer com que idade havia se aposentado e riu.

Amorim compactua do entendimento de que as reformas e o congelamento dos gastos por 20 anos têm por objetivo retirar dinheiro principalmente dos setores da saúde e da educação para entregar aos bancos – pagamento da dívida pública. “Essa é a trajetória: tomar o dinheiro do povo e dar aos bancos”, resume.

Economia
Amorin entende que o problema atual do Brasil é a receita, a arrecadação. “São 13 milhões de desempregados. Não tem gente trabalhando para pagar impostos. Não tem gente consumindo”, comenta. Lembra da crise de 1929 nos Estados Unidos da América, quando a solução encontrada para salvar o capitalismo norte-americano foi a intervenção estatal na economia, sendo o neoliberalismo atuante no Brasil busca cada vez mais reduzir a intervenção do Estado na economia.

Ele também critica a atuação da imprensa da divulgação das notícias sobre a Lava Jato, envolvimento de empresas, empresários e atuação da Polícia Federal, desde o vazamento das gravações da ex-presidenta Dilma Rousseff até a Operação Carne Fraca. Em vez de se punir os culpados, faz-se um grande alarde que provoca um desmonte na indústria, tecnologia e pesquisa científica nacional, avalia ele.

O jornalista sugeriu ao público presente colocar os meios de comunicação de massa como questão primordial para ser discutida e avaliada, porque a grande mídia tem conduzido a tomada decisões pela forma como apresenta seu noticiário.

Ao final, durante os questionamentos, respondeu a questão “Para onde vamos?” Com uma frase curta e simples: depende de você. Depende de cada um de nós. Ao ser interrogado sobre o que os sindicatos devem fazer para defender os trabalhadores, a resposta também foi direta e curta: vai para a rua.


Vermelho SC - Mariane Kerbes 

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