Movimentos

30 de março de 2017 - 16h03

Sindicalistas: Regra atual para explorar petróleo agrava desemprego


Reprodução
   
Segundo sindicalistas, prefeitos e parlamentares a medida vai agravar a situação de desemprego na indústria naval e em diversos municípios que têm nela sua principal fonte econômica. 

O conteúdo local é o volume mínimo de equipamentos e serviços produzidos no país que são exigidos nas licitações.Em fevereiro o governo Temer anunciou a redução dos índices em 50%.
 
No mês passado, os percentuais de equipamentos e serviços produzidos no País exigidos em licitações do setor foram reduzidos e serão aplicadas na 14ª rodada de licitações de blocos para exploração de petróleo e gás natural, prevista para setembro, e na 3ª rodada de leilões de blocos no pré-sal, prevista para novembro. 
 
Conforme a nova política, para exploração em terra, o índice de conteúdo local será de 50%. Nos blocos em mar, o mínimo é de 18% na fase de exploração, 25% para a construção de poços e 40% para sistemas de coleta e escoamento. Nas plataformas marítimas, o percentual será de 25%.
 
O conteúdo local é o volume mínimo de equipamentos e serviços produzidos no país que são exigidos nas licitações.
 
Menos empregos
Vice-presidente do Sindicato Nacional da Construção e Reparação Naval (Sinaval), Fernando Barbosa apontou uma redução de aproximadamente 50 mil vagas nos postos de trabalho do setor em todo o País em decorrência da crise econômica, passando de 82 mil empregados, em 2014, para 33 mil, em fevereiro deste ano. Barbosa lamentou que investimentos vultosos tenham sido feitos em novas fábricas, a partir de 2004, para que agora o País padeça com “quedas brutais no emprego”.
 
O prefeito de Angra dos Reis (RJ), Fernando Jordão, disse que o presidente Michel Temer poderia comemorar um aumento nos postos de trabalho se lançasse mão da construção de uma plataforma petrolífera no município utilizando conteúdo local. “A indústria naval tem construtores, fabricantes que produzem equipamentos em todo o Brasil. O conteúdo nacional é importantíssimo para a geração de empregos.”
 
O presidente da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Marcelino da Rocha, fez um apelo às autoridades para que não deem continuidade ao “processo de desindustrialização” e o deputado Marcelo Matos (PHS-RJ), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Marítima Brasileira, sugeriu uma reunião com Temer para tratar do assunto. “Precisamos de uma reunião urgente com representantes de sindicatos e prefeitos. Temos que agir de maneira rápida”, disse. 

 



Fonte: Agência Câmara

  • VOLTAR
  • IMPRIMIR
  • ENCAMINHAR

Últimas Mais