Brasil

25 de março de 2017 - 12h22

Marcivânia Flexa: PCdoB, um partido necessário


   
Fundado em 1922 - o mesmo emblemático ano em que ocorreu a semana de arte moderna (e que anunciava a necessidade de um olhar para o Brasil, a partir do Brasil e dos brasileiros) - como resultado direto da ação de ativistas nacionais (dentre os quais destacava-se o jornalista Astrojildo Pereira), animados com as notícias que vinham de uma distante Rússia, apelavam para a necessidade de empreender uma luta que pudesse defender os reais interesses dos trabalhadores e das pessoas pobres da nação e não lutas em nome dos interesses dos grandes interesses econômicos (e que levou à, praticamente, destruição do mundo como a primeira grande guerra).

Desde sua fundação esse partido sempre honrou seus princípios fundantes e nunca deixou de estar presente nas grandes lutas que vêem marcando a história dessa nação e, como nunca poderia deixar de ser, travando-as ao lado da classe trabalhadora.

Por sua ação aguerrida e compromisso com as reais causas que podem emancipar essa nação, o nosso partido pagou um preço caro e tem sido alvo de perseguição ao longo dos anos. Basta lembrarmos que, dos 95 anos de existência, passamos 60 deles na clandestinidade.

Nosso partido sofreu com a caça aos comunistas empreendida em todas as ditaduras que assolaram esse país e temos sido alvo de constantes distorções e estigmas, sempre voltadas a desencorajar e a desmobilizar os trabalhadores e as pessoas pobres desse país em torno da liderança vanguardista de nosso partido. Durante os anos de 1972 a 1975, quando os bravos e imprescindíveis comunistas conduziram a Guerrilha do Araguaia, os comunistas foram cassados como verdadeiros animais e portar alguma identificação comunista significava, praticamente uma sentença de morte. Em período democrático, as ameaças não cessaram e, ultimamente, convivemos com a ameaçadora possibilidade de eliminação do partido da vida institucional em função da malfada "cláusula de barreira".

Nem as dificuldades anteriores, nem as atuais foram ou serão capazes de nos desencorajar ou nos dissuadir de nosso dever histórico. Enfrentamos e demos a vida em nome de dias melhores para esse país e para os brasileiros mais pobres e isto não será diferente nos dias atuais. Ou seja, o nosso ânimo e disposição para as boas lutas seguirão firmes e revigoradas a cada dia.

Somos cientes que sabemos lutar no "chão de fábrica", nas ruas e também na vida institucional. Não envergonhamos e nem fugimos à luta aqui nesse parlamento e temos demonstramos o nosso compromisso e capacidade quando tivemos a oportunidade de gerir importantes espaços nos governos progressistas de Lula e Dilma. Nossas gestões à frente das prefeituras foram emblemáticas e, atualmente, não resta qualquer dúvida, somos já referência nacional com o governo que o camarada Flávio Dino conduz de forma majestosa no Estado do Maranhão.

Nesses 95 anos de trajetória e nesse dia especial, quero dizer que sinto um enorme orgulho de pertencer a um partido de homens e mulheres, heróis e heroinas desse país, sejam de figuras famosas como o foram Graciliano Ramos, Jorge Amado, Cândido Portinari, Oscar Niemeyer e Di Cavalcanti, seja dos militantes mais singelos em todos os recantos desse país, mas que não são menos comprometidos e cheios da energia e compromissos necessários para fazer as grandes transformações que nossa nação clama.

De pé e avante camaradas! Afinal de contas, a realidade atual (do mundo e do Brasil, particular) exige a ação forte e determinante de homens e mulheres de coragem e compromissados com a nação, ou seja, de homens e mulheres como os que compõem o Partido Comunista do Brasil.

 



Marcivânia Flexa é professora e deputada federal pelo PCdoB-AP


Pronunciamento feito no plenário da Câmara dos Deputados

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