Movimentos

17 de março de 2017 - 12h52

Congresso da Contag estimula paridade e reforça luta por direitos


   
 Ao longo desta semana foram realizadas diversas comissões temáticas com a finalidade de debater temos específicos oriundos dos segmentos do campo: mulheres, jovens, a questão da dissociação, o combate ao trabalho infantil e o desenvolvimento sustentável.
 
“O Congresso cumpriu o seu papel. No entanto, temos a capacidade de avançar maise aprofundar o debate de temas como a reforma agrária, o trabalho escravo e o atual momento político para dar novo ânimo ao nosso povo. Mas foi um bom congresso. Alcançamos nosso objetivo”, comentou Vilson Luiz, presidente da Fetaemg e secretário de Finanças da CTB nacional.
 
O dirigente destaca que o Congresso foi marcado por momento relevantes como a pausa nas discussões para participar dos protestos do Dia Nacional de Lutas contra a reforma Previdenciária; quando os delegados e delegadas do CNTTR ocuparam a esplanada em defesa da aposentadoria rural; e o café da manhã com os parlamentares do congresso nacional, promovida pela Fetaemg para tratar do mesmo tema. “Foram ações fundamentais que integram um calendário de luta contra as reformas da Previdência e trabalhista, apresnetada por esse governo que ai está”, afirmou.
 
Uma ampla delegação da CTB composta por cerca de 800 integrantes marcou presença no Congresso e contribuiu com propostas que farão parte do texto final. As maiores delegações vieram de Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.
 
“A CTB participou ao longo de todo o congresso representada por seus dirigentes e assessores e dialogou com os agricultores e agricultoras de diversas regiões para mostrar o trabalho realizado. Foi um momento rico para mostrar para homens e mulheres do campo a preocupação da central com o segmento”, afirmou Sérgio de Miranda, secretário de Políticas Agrícola e Agrária da CTB.
 
Nesta sexta, na plenária final, serão votadas as discussões realizadas nos grupos de trabalho dos temas gerais.
 
Para Sérgio de Miranda, as proposta darão um direcionamento para as ações das federações e sindicatos. “Delegados e delegadas fizeram um amplo debate das pautas propostas. Importante destacar que o plano de lutas tem como tema central a luta contra o retrocesso e a retirada de direitos, a luta pela manutenção das aposentadorias, sem ampliação da idade, e pela manutenção da atual forma de contribuição e não como quer o governo, uma contribuição individual mensal”, destacou Miranda.
 
Para o dirigente o congresso foi muito representativo. “A inclusão de todos os segmentos com paridade é algo a se destacar. Esse congresso foi o primeiro congresso que respeitou a paridade de gênero, e se preocupou com a inclusão de jovens e a terceira idade. Então, houve a inclusão de um conjunto de temas extremamente importantes que foram debatidos nesse congresso. Foi um congresso muito positivo e representativo”, afirmou Sérgio de Miranda.
 
Ao final da plenária, será oficialmente eleita a nova diretoria da entidade. A chapa unitária "Força e luta: nenhum direito a menos!" foi apresentada na terça-feira (18) e está sendo referendada pelos delegados e delegadas ao longo desta manhã.


  • VOLTAR
  • IMPRIMIR
  • ENCAMINHAR

Últimas Mais