Brasil

1 de março de 2017 - 20h21

O tempo da Portela é hoje


Foto: Léo Correa/AP
   
O enredo campeão também fez uma homenagem a um dos grandes nomes da Portela, Paulinho da Viola, ao incluir no enredo o verso clássico “foi um rio que passou em minha vida”. Em 2003, o documentário Meu tempo é hoje contou a história de Paulinho e a relação de amor com a escola de Madureira.



O carnavalesco Paulo Barros foi o responsável pelo desfile campeão deste ano. A águia, símbolo da escola campeã, foi um dos destaques do desfile na Marquês de Sapucaí.


A escola de Madureira, fundada em 1923, não era campeã desde 1984. Além de quebrar o jejum, a Portela tornou-se a maior campeã do carnaval do Rio.


A Portela contou com 31 alas neste carnaval, que destacavam as histórias e lendas em torno de grandes rios, como o Nilo e o Mississipi.


A escola também lembrou a tragédia de Mariana (MG), com o carro alegórico Um rio que era doce.


Em um ano em que os acidentes na Marquês de Sapucaí ofuscaram os desfiles (acidentes com os carros das escolas Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca deixaram mais de 30 feridos), a Portela venceu ao superar a Mocidade Independente de Padre Miguel no quesito enredo.


A Portela falou também sobre as civilizações que nasceram ao longo dos leitos dos rios em várias partes do mundo.


Os seres dos rios também estiveram presentes no enredo, como o mito da Cobra-Grande, “mãe do mundo”, presente em várias culturas.


“O carnaval precisa da Portela, a cultura brasileira precisa da Portela”, disse o presidente da escola, Luís Carlos Magalhães, ao comemorar o título do carnaval 2017.


Ao passar como um rio pela avenida, a Portela emocionou os foliões que assistiam ao desfile e quebrou o jejum de 33 anos, sendo consagrada a campeã do Carnaval 2017 do Rio de Janeiro.



Fonte: El País
Fotos: Marcelo Sayão (EFE), Mauro Pimentel (AP), Pilar Olivares (Reuters), Leo Correa (AP) e Vandelei Almeida (AFP)

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