Mundo

17 de fevereiro de 2017 - 10h32

Presidente sírio denuncia apoio ocidental a grupos terroristas.

Sputinik
   

Durante o diálogo, o mandatário assinalou que depois da libertação de Alepo do controle do Estado Islâmico, não pode se falar do fim da guerra "por uma razão pura e simples: os terroristas têm o apoio de numerosos países ocidentais, incluindo a França, Reino Unido, bem como Turquia, Arábia Saudita e Qatar em nossa região".

Na entrevista à Europa 1 e TF1, Assad destacou por outro lado a importância do apoio da Rússia no combate contra os grupos extremistas e o respeito de Moscou à soberania síria.

"Jamais fizeram nada sem nos consultar", afirmou, e acrescentou que "os russos respeitam nossa soberania, em cada etapa que superaram, seja de ordem estratégica ou tática, tem sido em cooperação com a Síria".

O presidente da nação árabe considerou vergonhoso um relatório da organização Anistia Internacional segundo o qual se levaram a cabo milhares de execuções em uma prisão da Síria.

Nesse sentido, enfatizou que tais acusações se baseiam em alegações, e não em fatos nem provas, e defendeu a legalidade no funcionamento nas prisões de seu país.

Assad também rechaçou as acusações de tortura e negou que esse procedimento seja utilizado.

'Por que torturar? Quero dizer, cometer atos de tortura, para quê? Com que objetivo? O que ganhamos?', perguntou.

O presidente assegurou que "não recorremos à tortura. Isso não faz parte de nossa política, por uma simples razão: se cometêssemos tais atrocidades, seria jogar o jogo dos terroristas, eles seriam os vencedores. E do que se trata é de ganhar o coração do povo sírio".

"Se tivéssemos cometido essas atrocidades, em qualquer etapa do conflito, não teríamos o apoio popular que temos depois de seis anos de guerra", afirmou.

Assad ratificou que o objetivo de seu governo é continuar lutando para liberar cada canto da Síria do terrorismo.

"A verdade é que estamos combatendo pela população síria. É a razão pela qual o povo tem apoiado seu governo, seu exército e seu presidente", avaliou.


Fonte: Prensa Latina

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