Brasil

31 de janeiro de 2017 - 11h13

Como reinventar a produção cultural em tempos de crise


Bruno Bou
   
Entre os destaques, foi falado sobre a importância da construção de redes e circuitos para democratizar o acesso à arte e a cultura, em todas as linguagens. A música, por exemplo, costuma ser pautada pelo comercial e dificilmente abre espaço para sons autorais independentes. Neste caso, os festivais são fundamentais para permitir a exposição dessas produções.

Falando de cinema, a criação de salas de exibição em diferentes espaços tornou-se o principal projeto da SPCine, que em oito meses possibilitou que mais de 400 mil pessoas tivessem acesso a uma programação de filmes diversificada. Já na literatura, após um longo período de repressão por editoras serem espaços de encontro para discussão política, hoje o escritor que viraliza e bomba na internet é buscado para publicar no impresso - o caminho é inverso, ele não necessariamente está à mercê dos antigos detentores de poder.

Isso tudo sem mencionar a importância da cultura para a construção do conhecimento, tendo em suas diferentes linguagens artísticas variadas maneiras para dialogar com o público. E se há acessibilidade, inclusão e pluralidade a cultura serve como ferramenta de ensino muito mais eficiente do que as tradicionais salas de aula as quais estamos acostumados a enfrentar.

Como destacou Toni C., "precisamos de redes que resistam, e juntos é mais seguro resistir. Quando um poder menor afronta um poder maior ele é chamado de terrorista. No mundo em que eu vivo eu sou um terrorista, porque me oponho ao poder maior. E é isso que estamos fazendo aqui, somos todos terroristas."


Thábata Mariani, CUCA da UNE

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