Brasil

26 de janeiro de 2017 - 17h30

A cada 25 horas, uma pessoa LGBT morreu no Brasil em 2016 


Reprodução
   
Um relatório apresentado pelo Grupo Gay da Bahia afirma que, a cada 25 horas, uma pessoa LGBT morreu no Brasil em 2016, reforçando os números de que o Brasil é o país que mais mata no mundo essa parcela da população. 

O que leva o país ter taxas tão elevadas de violência contra LGBT´s? Para o presidente da União Nacional LGBT-(UNALGBT) é preciso fazer uma contextualização sociológica, política e história da sociedade. "O Brasil foi colonizado por europeus e cristãos, por consequência, desde a colônia, reproduziu-se aqui valores machistas, sexistas e escravagistas, com base no pensamento patriarcal, onde tudo que fugia a tal padrão estabelecido era rejeitado, além dos dogmas religiosos: Temos garantido em nossa constituição a laicidade do Estado, mas constatamos que há uma influência direta de setores fundamentalistas nos três poderes, que não aceitam ou respeitam a diversidade humana", explica Andrey.

Ele considera que as ações violentas são uma resposta as conquistas geradas pelo ativismo. "O movimento LGBT cresceu vertiginosamente nos últimos quarenta anos, gerando uma maior organização das pessoas em um controle social, incidência política na luta por direitos civis e o reconhecimento dessa diversidade, provocando uma reação intolerante em alguns grupos, que não respeitam a identidade de gênero e orientação sexual alheia", conclui. 

Confira a íntegra da fala de Andrey Lemos: 





Andrey Lemos


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