Brasil

23 de janeiro de 2017 - 1h27

A Marcha mostrou a força das mulheres nos Estados Unidos


Foto: Arquivo familiar de Helena Petta
 Boston também reuniiu milhares de manifestantes contra Trump  Boston também reuniiu milhares de manifestantes contra Trump
Entre as quase 100 mil pessoas que participaram da Marcha das Mulheres contra Trump em Boston, pelo menos quatro eram brasileiras. A médica brasileira Helena Petta, que está fazendo doutorado na Harvard School of Public Health foi para a manifestação acompanhada do marido e de seus dois filhos.

Para Helena, “participar hoje da Marcha das Mulheres em Boston foi uma experiência muito interessante, pois mostrou a força e a reação de uma parcela da sociedade americana que foi derrotada nas eleições presidenciais e também do movimento das mulheres, com a organização de atos em diversas cidades dos Estados Unidos”. Helena destacou ainda que também ocorreram manifestações em diversos outros países. Atenta ao objetivo da mobilização, a médica lembrou também que “o tom principal era da luta das mulheres contra as declarações de Trump sobre as mulheres, mas vimos diversas bandeiras pulverizadas, como a luta anti-racista, LGBT, dos imigrantes, muçulmanos, etc”.

A condição de médica levou Helena a observar muitos cartazes referindo-se a manutenção dos direitos ao acesso à saúde, fruto das declarações de Trump contra a Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente, programa de reforma da saúde que ficou conhecido como “Obamacare”. “Acho que isso é novo por aqui, pois está não é uma sociedade com tradição de luta por políticas públicas desta natureza”, declarou.

A brasileira afirmou que “foi um importante movimento neste momento triste da história, com a ascensão ao poder do que de pior temos em nossa sociedade. Mostra que existe uma resistência que está se organizando e que as mulheres estão protagonizando, como em diversos outros momentos da história”.

Foi a primeira manifestação que Helena participou nos Estados Unidos, mas seu “currículo” no Brasil é extenso. “Participo de manifestações desde criança. Fui com meus pais na campanha das Diretas Já, depois organizei e participei do Fora Collor como estudante secundarista, muitas por educação e saúde e mais recentemente contra o impeachment da presidenta Dilma e Fora Temer”, contou a médica. Ainda recordando seu período de atuação no movimento estudantil, Helena lembrou que sempre existiu o protagonismo feminino. “Na minha época de secundarista Leila Márcia e depois Juana Nunes foram presidentas da UBES”. Ela acrescentou ainda que observa um crescimento da atuação das mulheres e cita o fato da UBES novamente ser presidida por uma mulher ( Camila Lanes), assim como a UNE, que tem como presidenta Carina Vitral. “O movimento de mulheres no Brasil também está cada vez mais forte”, concluiu a médica


 Do Portal Vermelho

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