Economia

10 de janeiro de 2017 - 17h18

Em meio à recessão Temer, até "mercado" defende corte maior de juros


   
A Selic permaneceu em 14,25% durante quase um ano e três meses, até outubro, quando teve dois cortes seguidos de 0,25 ponto. Com a queda da inflação anual e o prolongamento da crise econômica, com crescimento do desemprego e redução da atividade, passaram a surgir, mesmo no "mercado", defensores de uma redução mais "agressiva" dos juros.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) divulgou nota para afirmar que acredita em "ousadia" do BC nesta primeira reunião de 2017, após muito conservadorismo ao longo do ano passado, com diminuição da taxa básica para 13,25%.

Para a entidade empresarial, o BC "não tem outra escolha" além de acelerar o ciclo de redução de juros. Por isso, acredita em queda mais acentuada, "diante de uma situação recessiva sem precedentes no país". A Federação do Comércio destaca a aprovação da chamada PEC dos gastos e as "bem encaminhadas" reformas da Previdência e da legislação trabalhista – criticadas pelas centrais sindicais – como fatores relevantes de ajuste macroeconômico.

Ao divulgar a ata do último encontro do Copom em 2016, o BC afirmou que havia aumentado "a probabilidade de que a retomada da atividade econômica seja mais demorada e gradual que a antecipada previamente".

O Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado novamente mostrará retração (estimada entre 3,5% e 4%) e o desemprego deve continuar em alta neste ano. As reformas do governo Temer, pró mercado, não apontam para recuperação.


Fonte: Rede Brasil Atual

  • VOLTAR
  • IMPRIMIR
  • ENCAMINHAR

Últimas Mais

DELAYED option not supported for table 'tb_noticias_contadores'