Brasil

9 de janeiro de 2017 - 11h49

Rússia rechaça declarações dos EUA sobre seu papel na Síria

   

"Constitui uma demonstração de histeria as afirmações do chefe do Pentágono, Ashton Carter, à rede norte-americana NBC sobre o suposto apoio nulo de Moscou à luta antiterrorista", declarou Yaravoya ao canal Rossia 1.

É histeria de alguém que, apontou, os nervos lhe traem para justificar o fracasso de sua política contra a Síria e uma tentativa de negar a contribuição da Rússia na luta contra o terrorismo, em alusão a seu apoio na libertação da cidade de Alepo.

A reação de Carter é sobretudo uma resposta ao fato de que Moscou impediu Washington de marcar outro zero em seu jogo de anular governos nacionais no Oriente Médio, denunciou a deputada.

"A Síria converteu-se em uma grande cruz no jogo de zeros de Washington na região levantina e isso requer um bom argumento para o auditório estadunidense", estimou a vice-presidenta da Duma.

Ademais, a administração do presidente Barack Obama deverá, afirmou, explicar como foi que se gastaram cifras de mais de seis zeros supostamente para acabar com o terrorismo, quando o resultado é muito diferente do esperado, comentou.

Pelo contrário, a histeria antirrusa e as tensões alimentadas contra nosso país levaram a uma situação na qual, sublinhou, grande parte do público na Europa teme agora pelo início de uma terceira guerra mundial.

Nós vamos agir contra o terrorismo, acima das adversidades que nos possam criar as potências ocidentais e sua hipocrisia, pois de nenhuma forma cessaremos nosso empenho de defender nossos interesses nacionais, assinalou Yarovaya.

Sobretudo, o Ocidente deve explicar por que se nega a combater formações terroristas na Síria, afirmou a dirigente russa, em referência à negativa de Washington a agir contra o grupo Jabhat Fatah As Sham, antiga Al Nusra, na cidade síria de Alepo.

Damasco e Moscou acusaram Washington, à frente de uma coalizão internacional supostamente para combater o terrorista Estado Islâmico, de permitir a esse agrupamento a passagem da cidade iraquiana de Mosul à de Palmira na Síria, reocupada pelos extremistas.


Fonte: Prensa Latina

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